Economia
28/7/2010
Suco de laranja encerrou o pregão em alta na bolsa de Nova York
Os contratos futuros do suco de laranja congelado e concentrado encerraram o pregão de terça-feira (27) em alta na bolsa de Nova York. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires atribuíram o ganho ao contágio de outras commodities e também à ação dos traders, que continuam a embutir no preço as condições climáticas. Em Nova York, os papéis com vencimento em novembro encerraram a US$ 1,4785 por libra-peso, alta de 95 pontos. "A ameaça de uma tempestade forte pode facilmente jogar os preços da laranja para acima de US$ 1,52", disse à agência Mark Julias, estrategista de mercado da Lind-Waldock. , em Chicago. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista fechou a R$ 14, 84, segundo o Cepea/Esalq. Em cinco dias, a laranja ficou estável.
Valor Econômico
Novidades
28/7/2010
Novas embalagens reduzem perdas de caqui e morango
Tão importante quanto cuidar do solo é atentar para a redução de perdas na pós-colheita. Em Nova Friburgo (RJ), produtores de caqui e morango estão experimentando novas embalagens feitas de papelão e plástico para proteger os frutos de injúrias. Ao mesmo tempo, as novas embalagens permitem a criação de uma identidade visual, diferenciando os produtos nas prateleiras. O projeto é uma iniciativa da Embrapa em parceria com as Prefeituras de Nova Friburgo e Sumidouro, Sebrae, Pesagro e Emater.
“As embalagens de papelão e plástico evitam a compressão, cortes e abrasão dos frutos. Estes tipos de danos, comuns em embalagens de madeira, são responsáveis por até 50% das perdas na pós-colheita”, explica o pesquisador Marcos Fonseca, da Embrapa Agroindústria de Alimentos. “Mas a embalagem por si só não é a única responsável pela garantia da qualidade do produto. A uniformidade dos frutos e o transporte adequado também contam muito”.
Embrapa Agroindústria de Alimentos
Negócios
28/7/2010
Citricultura adia votação de estatuto do Consecitrus
Produtores, empresários e representantes do setor da citricultura participaram nesta terça, dia 27, de mais uma reunião sobre a criação do Consecitrus. A expectativa era aprovar o estatuto do conselho e definir regras sobre a remuneração dos produtores. Entretanto, nada disso aconteceu.
O encontro, na Secretaria de Agricultura em São Paulo, foi a portas fechadas e com muito mistério. Os representantes do setor decidiram adiar a aprovação do estatuto do conselho. Segundo o secretário de agricultura de São Paulo, João Sampaio, a votação foi transferida por solicitação da Federação de Agricultura do Estado (Faesp), que pediu mais tempo avaliar o texto. Ele também negou qualquer discussão sobre a remuneração dos produtores.
Já os representantes da indústria garantiram que o assunto preço esteve na pauta. A Citrus BR refez a proposta de calcular o preço ao produtor com base nas cotações do suco na Bolsa de Nova York.
A Associação Brasileira dos Citricultores (Associtros) reafirmou que deseja participar do Consecitrus, mas não deve deixar de fazer questionamentos. A melhora nas relações entre produtores e a indústria também foi discutida.
Em de três semanas uma nova reunião deve ser feita. A previsão é que o estatuto seja votado e os representantes da citricultura discutam também os custos do setor.
Canal Rural
Economia
27/7/2010
Venda de laranja "in natura" segue lenta em São Paulo
A venda de laranja in natura continua lenta nas regiões paulistas, conforme pesquisas do Cepea. Na maioria dessas praças, a concorrência com a tangor murcote e a tangerina ponkan têm desfavorecido as vendas da laranja pêra. Alguns produtores consultados pelo Cepea reduziram a cotação da pêra, na tentativa de aumentar o volume de comercialização. Assim, na semana passada, a laranja pêra in natura, no mercado interno, teve média de R$ 14,15 a caixa de 40,8 kg, na árvore. Para a laranja indústria no mercado spot, o preço pago pela caixa de 40,8 kg posta para a variedade pêra foi de R$ 14,82 no período, conforme dados do Cepea.
DCI - Diário do Comércio & Indústria
Fruticultura
27/7/2010
Maçã e uva terão bônus do PGPAF
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a inclusão da maçã e da uva no Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF). Com a medida, nos meses em que houver disparidade entre o valor de comercialização das frutas e o preço mínimo estabelecido pelo governo, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) poderá compensar esta perda bonificando o produtor. Para a maçã, o preço mínimo é de R$ 0,70/kg, e para uva, de R$ 0,46/kg da variedade Isabel. O beneficio poderá ser usado como abatimento nas parcelas de investimentos contratados antes de 1º de julho de 2008, e para as de custeios tomados antes de 1º de julho de 2006 com vencimento a partir de 10 de julho de 2010.
Segundo o diretor de Financiamento e Proteção de Produção do MDA, João Luiz Guadagnin, dos custeios do Pronaf, 2% são para uva e maçã. Para o vice-presidente da Agapomi, Alceu Borges, a medida é importante porque 65% dos custos da safra são com mão de obra, e, por isso, todos os produtores contratam o financiamento. "Temos custo de produção de R$ 0,68/kg produzido. É uma margem apertada." Guadanin espera, com a inclusão do investimento na política, que o produtor invista mais.
Correio do Povo