Mercado
11/1/2010
Citricultor tem chance de reajustar contratos
Em um ano no qual a demanda por laranja demonstra uma expressiva recuperação e as safras brasileira e norte-americana de laranja, juntas, devem registrar perdas de quase 40%, o citricultor brasileiro pode deixar de aproveitar a janela de oportunidade. Isso porque o volume de contratos negociados a preços antigos, quando o mercado ainda não sinalizava recuperação, é significativo.
De acordo com Flávio de Carvalho Pinto Viegas, presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), pelo menos metade da safra já está comprometida em contratos. Ele destaca que as indústrias costumam firmar contratos de dois a três anos e que nessa temporada haverá possibilidade de renovações mais vantajosas para os produtores.
Viegas acredita que a conjuntura atual do mercado cria a possibilidade dos preços alcançarem o patamar de R$ 18 a caixa. O valor é muito superior à média mensal de 2009 que ficou em R$ 8,60 a caixa.
Diário do Comércio & Indústria
Clima
11/1/2010
Instabilidade prejudica agricultura no Rio Grande do Sul
Produtores rurais de Canoas e de Nova Santa Rita, no Rio Grande do Sul, mantêm-se atentos à previsão do tempo. A possibilidade de temporais a partir desta semana é indicativo de prejuízo. Com a produção em baixa, um dos reflexos é o aumento de preço para o consumidor.
De acordo com o vice-presidente da Associação dos Produtores Hortigranjeiros da Ceasa/RS, Evandro Finkler, apesar das lavouras de Canoas não terem sido tão afetadas, a situação grave de outras regiões do Estado elevou o custo final de itens como couve-flor, beterraba, brócolis híbrido, tomate e repolho. "O preço está subindo em torno de 20%." Segundo ele, as folhosas, bastante frágeis, seriam as mais prejudicadas com o retorno da chuva forte.
Segundo o agrônomo da Emater em Nova Santa Rita, Sandro Trevisan, a safra de melão, que tem auge nos meses de novembro e dezembro, acumula 40% de prejuízo até o momento, enquanto que a de moranga, chega a 50%.
Agrolink
Biotecnologia
8/1/2010
Tocantins investe na produção de mudas de banana
O Governo do Estado, por meio da Seagro - Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dedica uma área no Centro Agrotecnológico de Palmas para a produção de mudas de banana. O laboratório de Biotecnologia da Seagro possui 65 mil mudas em fase de produção. Em 2009, cerca de 50 mil mudas foram repassadas a produtores, associações e prefeituras do Estado.
O técnico agropecuário e responsável pelo laboratório, Maurílio Nascimento, aponta as vantagens da produção in vitro: “Num pequeno espaço de tempo, tem-se uma grande quantidade de mudas com padronização e livres de doenças”, pontua. Nascimento também informa que o processo de multiplicação é simples, porém são necessários cuidados específicos para não haver contaminação.
Os interessados em adquirir mudas podem encaminhar um ofício à Seagro, informando o nome e a localização da propriedade e a quantidade desejada. O pedido será atendido conforme a demanda disponível no Centro.
Seagro/TO
Economia
8/1/2010
Preço agrícola recua 1,21% no IGP-DI de dezembro
Os preços dos produtos agrícolas no atacado tiveram queda de 1,21% em dezembro, após subirem 0,06% em novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou nesta sexta, dia 8, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro. O IGP-DI caiu 0,11% em dezembro, ante avanço de 0,07% em novembro. A FGV informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado registraram elevação de 0,02% em dezembro, em comparação com a queda de 0,07% em novembro.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais caíram 0,43% em dezembro, após subirem 0,43% em novembro. Por sua vez, os preços dos bens intermediários apresentaram estabilidade (0,00%) em dezembro, ante recuo de 0,31% em novembro. Já os preços das matérias-primas brutas registraram queda de 0,56% em dezembro, ante deflação de 0,25% em novembro.
Agrolink
Fruticultura
8/1/2010
Armazenamento e transporte afetam agronegócio do mamão
O armazenamento do mamão em caixas de papelão seria mais interessante para o agronegócio do setor e, consequentemente, para as exportações, indica estudo apresentado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba.
A pesquisa de mestrado foi realizada pela agrônoma Elaine Cerqueira, pesquisadora do Laboratório de Pós-Colheita do Departamento de Produção Vegetal (LPV) da Esalq. Elaine avaliou as influências no desempenho pós-colheita do mamão transportado do local de produção até o mercado atacadista.
A pesquisadora identificou maior incidência de injúrias mecânicas como abrasões, cortes e amassamentos no transporte em caixas de madeira e a perda de firmeza dos frutos nesse transporte foi da ordem de 63%, quando comparado com frutos transportados em caixa de papelão.
Segundo ela, a caixa de madeira não é recomendada para armazenar nenhum tipo de fruto. “As frutas armazenadas em caixas de papelão têm aparência melhor e vida útil maior.”
Agência USP