Fruticultura
4/8/2010
Cutrale espera aumento de exigências em relação à colheita da laranja
Quatro meses após assumir o cargo de diretor-corporativo da Cutrale, Carlos Viacava não faz questão de esconder que foi contratado para tentar colocar em prática o Consecitrus - mecanismo para nortear a formação dos preços da fruta fornecida para a fabricação do suco, a exemplo do que acontece na cana (Consecana). Paralelamente a isso, no entanto, outro assunto presente na recente pauta da empresa diz respeito à colheita da laranja e a responsabilidade sobre os trabalhadores envolvidos nesse processo.
Ao que tudo indica, as indústrias processadoras de suco de laranja passarão a exigir garantias dos fornecedores no que se refere a questões trabalhistas. A ideia é evitar que as empresas sejam consideradas corresponsáveis em casos de irregularidades identificadas nas fazendas que tenham contratos de venda com as indústrias.
A discussão sobre o tema ganhou força a partir de fevereiro, quando uma ação do Ministério Público do Trabalho pediu que o trabalho de colheita passasse a ser feito pelas indústrias. A ação deveria ter sido julgada em abril, mas a Justiça ainda não determinou para quem fica a responsabilidade do trabalho. "Particularmente, acredito que esse processo caminhe para um acordo", afirma Viacava.
Em pouco mais de 100 dias no cargo, o executivo admite que tem se esforçado para dar mais transparência às informações da empresa. "Acho que as coisas estão melhorando e tendem a ficar ainda mais transparentes com o Consecitrus. Todas as empresas estão abrindo seus números para fazer os cálculos de preços da fruta. Isso será um grande avanço para o setor", afirma.
Em 2009, a Cutrale teve um faturamento pouco acima de US$ 600 milhões, dos quais 97% foram provenientes de vendas externas, e foi responsável por 35% de todo o suco de laranja exportado pelo Brasil. Entre as outras missões de Viacava estão a melhoria das relações com os fornecedores, estímulo às vendas no mercado doméstico e a abertura de novas fronteiras.
Valor Econômico
Negócios
4/8/2010
Consecitrus ainda não saiu do papel
A discussão entre a indústria de suco de laranja e citricultores para a criação do Consecitrus parece estar longe do fim. Nos moldes do que é o Consecana para o setor canavieiro, a proposta do Consecitrus é funcionar como um conselho com representantes da cadeia produtiva do suco de laranja para estabelecer mecanismos que norteiem o preço da fruta fornecida para a indústria do suco.
Na semana passada, membros da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e da Sociedade Rural Brasileira (SRB) reuniram-se na Secretaria de Agricultura sob a mediação do secretário de Agricultura, João Sampaio, com a Associação Nacional das Exportadoras de Sucos Cítricos (CitrusBR) para discutir o estatuto do conselho e avaliar propostas sobre os parâmetros de remuneração para os produtores.
Conforme o secretário, a decisão foi prorrogada por três semanas, a pedido do presidente da Faesp, Fábio Meirelles, que solicitou mais tempo para avaliar, com as demais entidades que representam os produtores (Associtrus e SRB), o estatuto proposto pela secretaria.
Segundo Sampaio, apesar do adiamento, o saldo da reunião foi positivo, pois serviu para "lavar a roupa suja" e colocar na mesa todos os questionamentos dos citricultores em relação à criação conselho. "Não avançamos concretamente, mas a reunião foi produtiva. Pude questionar um por um sobre o desejo de formar o Consecitrus e obtive o sim de todos os presentes", declarou Sampaio.
Conforme o secretário, uma das principais divergências para a criação do conselho diz respeito à obrigatoriedade de operar pelo modelo estabelecido. "Essa foi uma questão levantada pela Faesp e já estabelecemos que o modelo não será imposto, negociará com base nele quem quiser.
Estadão
Economia
3/8/2010
Preços do suco de laranja fecharam em alta na bolsa Nova York
A formação de uma tempestade na Flórida fez com que os preços do suco de laranja terminassem em alta o pregão de ontem (2) da bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,4995 por libra-peso, alta de 175 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, uma depressão tropical se formou na manhã de ontem(2) com ventos de 35 quilômetros por hora, com a possibilidade de se transformar em uma tempestade. A expectativa é que ela não se transforme em um furacão, mas mesmo assim o efeito psicológico deu sustentação aos preços. Apesar da alta, alguns analistas consideram que alguns aspectos técnicos tendem a pressionar o mercado. No Brasil, a laranja para indústria foi negociada a R$ 14,84 a caixa, segundo Cepea.
Valor Econômico
Economia
2/8/2010
Valorização de outras commodities impulsionou preços do cacau
A valorização de outras commodities no mercado americano na sexta-feira (30) acabou impulsionando também os preços do cacau. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em dezembro ficaram em US$ 3.119 por tonelada, com alta de US$ 48,00. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, o preço da amêndoa têm oscilado entre US$ 2.900 e US$ 3.200 por tonelada durante o verão no Hemisfério Norte, quando o comércio é geralmente mais fraco. Analistas, no entanto, apontam para uma retomada das compras entre setembro e outubro. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba do cacau ficou em R$ 87,00, segundo a Central Nacional dos Produtores de Cacau. No dia anterior, a arroba havia sido negociada a um preço médio de R$ 86,33.
Valor Econômico
Floricultura
2/8/2010
Floricultura do CE quer exportar US$ 5,5 mi
Mesmo com sérios problemas de logística, o segmento de flores do Ceará deverá registrar números superiores em 2010, em comparação com os dois anos anteriores. As exportações podem chegar a cerca de US$ 5,5 milhões, conforme projeção do presidente da Câmara Setorial de Flores e Plantas Ornamentais do Estado, Gilson Gondim, que afirma que o setor está retomando força este ano. Em 2009, quando a floricultura amargou os efeitos da crise financeira mundial, perdendo mercado na América do Norte e Europa, a cifra exportada ficou em US$ 4,5 milhões. Em 2008, de acordo com Gondim, houve um desempenho melhor, com US$ 4,5 milhões em flores vendidas ao exterior.
Gondim enumera as dificuldades no transporte como o principal entrave para um maior desenvolvimento do setor no Ceará. Conforme reclama, o segmento não possui uma logística especial para levar os produtos aos principais destinos. "É complicado, porque não existe avião cargueiro. E quando o avião está com muito peso, o comandante pode optar por não levar o produto. E nós sofremos um prejuízo imenso", lamenta. Ele afirma que, nesses casos de perda, existe uma indenização assegurada, a qual chama de "ínfima". "A questão é que, além do lado financeiro, isso enfraquece a relação comercial com o cliente", diz.
No caso de cargas para Amsterdã, o preço do frete é de US$ 2 por quilograma transportado. No entanto, o floricultor paga R$ 11 (cerca de US$ 6,2) para a mesma quantidade de flores em trânsito para outros estados brasileiros. A Holanda importa 70% da mercadoria cearense destinada ao exterior. Outros 20% se dirigem aos EUA, principalmente para Miami. Portugal, França e Espanha completam a lista dos principais compradores do produto.
Gondim afirmou que o setor está se organizando para viabilizar o transporte de flores. Segundo conta, em datas especiais, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, muita mercadoria acaba não embarcando.
Diário do Nordeste