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Revista Circuito Agrícola
Edição 84 - leia online!

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Fruticultura

2/8/2010

Citros/CEPEA: Ritmo de moagem é firme

Pesquisas do Cepea mostram que o ritmo de moagem de laranja segue firme em São Paulo. Indústrias recebem elevados volumes de fruta própria, contratada e, em menor proporção, da negociada no mercado spot (sem contrato). A aceleração da colheita está relacionada ao estágio avançado de maturação da fruta, sobretudo da pêra, conforme pesquisadores do Cepea. Devido à intensificação das entregas às fábricas, produtores comentam que está havendo fila no descarregamento da fruta. No início da semana passada, a demora na entrega foi, segundo agentes consultados pelo Cepea, ainda mais significativa, o que eleva os gastos de produtores com transporte. Apesar de o ritmo de processamento estar praticamente em seu máximo, o recebimento de frutas próprias (pomares das indústrias) agrava o atraso para o descarregamento das demais. A partir do final de agosto, quando boa parte da pêra já terá sido processada, a expectativa é que as filas de caminhões diminuam. Em relação ao mercado in natura, a negociação segue em ritmo lento. Na semana passada, boa parte dos produtores aguardava aumento da procura para intensificar as negociações da pêra.
Cepea/Esalq

Fruticultura

2/8/2010

Nova praga está atacando as plantações de lichia

Uma nova praga está atacando as plantações de lichia. Ela provoca queda na produção e exige muito cuidado do agricultor para as medidas de controle. Numa fazenda, que fica em Monte Sião, no sul de Minas Gerais, os dez mil pés estão carregados de brotos. Mas, quem vê a plantação agora, nem imagina a preocupação de Guilherme Bernardes Filho. O aparecimento de uma nova praga assustou o produtor. O motivo é o ácaro da erinose, que ataca apenas as plantações de lichia. Numa única folha, vivem milhares. São tão pequenos, que só podem ser vistos com a ajuda do microscópio. Imagens feitas por pesquisadores mostram a ação deles na planta. O professor Osvaldo Vamanishi, da universidade de Brasília e especialista em lichia, explica que a praga ataca apenas as folhas e flores novas. Essa praga ataca plantações em todos os países produtores de lichia do mundo. Os pesquisadores ainda não conseguiram descobrir como ela chegou ao Brasil, mas em pouco tempo já faz estragos. “A primeira ocorrência do ácaro no Brasil foi em 2004, no município de Casa Branca, São Paulo. Hoje praticamente 100% da grande região produtora de lichia tem a presença do ácaro. Algumas propriedades ainda escapam, mas, podia-se dizer que 95%, com certeza, já tem a presença do ácaro”, comenta Amauri Pereira Telle, presidente da Associação Brasileira de Lichia. Por enquanto, não existe nenhum produto químico aqui no Brasil desenvolvido e registrado especialmente pra combater essa praga. Por isso, para diminuir o problema, o jeito é fazer o manejo adequado, com a poda e a limpeza do pomar. Guilherme colocou em prática as lições. O pomar está quase todo podado. Com isso, os custos de produção aumentaram 20%. Um gasto alto, mas necessário. A poda do pé de lichia deve ser feita logo após a colheita. Depois de cortados, os galhos atacados pelo ácaro devem ser queimados.
Globo Rural

Horticultura

2/8/2010

Mandioca/CEPEA: Oferta não aumenta mesmo com clima favorável

Apesar do clima favorável à colheita de mandioca, a quantidade ofertada à indústria de fécula esteve abaixo da esperada na última semana. Parte dos agricultores tem priorizado as atividades de preparo de solo para o plantio da safra 2010/11. Muitos produtores comentam ter interesse em aumentar a área de plantio, fundamentados nos maiores patamares de preços pagos pela raiz neste ano.
Cepea/Esalq

Internacional

2/8/2010

Países árabes testam videiras da Embrapa

Cultivares de videiras desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão em testes no Egito e no Marrocos. A Embrapa começou, em abril de 2010, a enviar material propagativo de videiras, pessegueiros e amoreiras para empresas de seis países e uma delas, a espanhola Special New Fruit Licencing Mediterrâneo, está testando o plantio dos produtos no Egito e Marrocos, além de na sua sede, a Espanha. As videiras em teste nos dois países árabes são voltadas à produção de uvas sem sementes. Atualmente, a Embrapa é a única empresa de pesquisa que atua com melhoramento em uvas sem sementes para áreas tropicais e por isso o produto gera interesse em regiões com o clima similar ao do Brasil. O material propagativo de árvores frutíferas que a Embrapa está enviando a outros países inclui sementes, mudas, estacas no caso das uvas – as denominações variam de acordo com a planta. As plantas têm diferenciais em relação ao produto convencional. Os adicionais oferecem desde vantagens ao produtor, no caso de o fruto ser mais resistente a determinada doença ou da árvore dar frutos na entressafra, até ao varejista, quando o produto tem menor perecibilidade, e ao consumidor, no caso, por exemplo, de a fruta ser mais doce. A cultivar pode oferecer vantagens ao produtor, ao varejista ou ao consumidor, ou também aos três de uma vez. A Embrapa tem ainda outras nove demandas, de países da África, Europa e América Central, para envio de material propagativo de fruteiras, mas está avaliando as operações. Ao avaliar um possível envio de material propagativo, é levado em conta se estas frutas produzidas nestes outros países não vão concorrer com a exportação do Brasil. Isso é avaliado juntamente com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), empresas e outros organismos da área. Até agora já foram enviados materiais propagativos de fruteiras para empresas da Espanha, Inglaterra, Chile, África do Sul, Peru e Barbados.
Agência de Notícias Brasil-Árabe

Fruticultura

30/7/2010

Produção de urucum se tornou um bom negócio em São Paulo

A produção de urucum se tornou um bom negócio em Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo. A colheita da safra já começou. O problema é que falta mão de obra para o serviço. O agricultor Genésio Vidor se orgulha de ser o pioneiro no plantio de urucum em Santa Cruz do Rio Pardo. Ele introduziu as primeiras sementes no município em 1989 e também ajudou a expandir o cultivo do fruto em outras fazendas da região. O urucum é uma planta originária das florestas tropicais amazônicas e se adaptou bem ao clima quente e semi-úmido de algumas regiões de São Paulo. No sítio de seu Genésio existem cerca de dez mil pés de urucum plantados em uma área de 18 hectares. Depois de colhidos os cachos de urucum são colocados no meio da plantação em espaços chamados de bandeiras, onde ficam expostos ao sol durante 15 dias para secagem. Só depois deste período eles serão levados para os terreirões, onde as sementes são retiradas. Das pequenas bolinhas vermelhas é extraído o corante natural que serve de matéria prima para a fabricação do colorau, muito utilizado na indústria de alimentos e rico em vitamina A. “Ele é um corante que só faz a coloração. Ele não tira o gosto do produto em que está sendo utilizado”, esclareceu o agrônomo José Augusto Cassiano. Cada pé rende 3 kg de sementes que são negociadas a R$ 3/kg. Como o processo de colheita é manual, quem planta o urucum procura contratar dezenas de lavradores para executar o trabalho. No sítio do seu Aparecido Gomes dos Santos as árvores estão carregadas de frutos prontos para serem colhidos, mas parte da produção corre o risco de ser perdida devido ao êxodo rural. Está faltando mão de obra para o serviço. "Foi tudo para a cidade. A gente vai tentar colher senão vai parar. Não tem jeito. Isso vai abrir e vai perder também. Cai no chão. Nos meses de agosto e setembro vai perder bastante”, lamentou seu Aparecido. A colheita do urucum vai até meados de setembro.
Globo Rural

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