Fruticultura
29/7/2010
Hora de proteger as bananas do frio
Os produtores de banana da região estão em alerta por causa da previsão de mais frio e até formação de geadas para agosto.
Os bananicultores de Corupá são orientados por técnicos a prevenirem as perdas usando sacos para evitar que os frutos sejam prejudicados.
O ensacamento das bananas com plástico é uma prática rotineira e também evita a presença do chilling, um distúrbio fisiológico que provoca a perda de coloração da fruta.
Mas, nesta época do ano, a prática é importante para evitar prejuízos com o frio.
“A geada é um inimigo. Com o uso do plástico, evita-se que cause perdas na produção. Com este isolamento, é criado um sistema de proteção que faz com que as frutas protegidas tenham melhor desenvolvimento”, destaca o técnico agrícola da Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco), Luiz Felipe da Costa.
O bananicultor André Luiz Millnitz, 25 anos, disse que o uso dos sacos deixa a produção mais cara em R$ 0,50 por planta. Porém, segundo ele, o investimento vale à pena porque evita perdas maiores. “Nessa época, a produção cai. E só tem melhor preço no mercado quem oferece um produto bom. Essa proteção ajuda muito”, afirma.
O cunhado de Millnitz, Roberson Millnitz, lembra que, em 2002, houve uma forte geada na região e alguns agricultores tiveram uma perda de 80% nos bananais, principalmente nas áreas mais baixas. Para evitar que isso ocorra novamente, eles foram obrigados a plantar nas encostas.
“A geada sempre ocorre em locais mais baixos. Aqui, nos morros, dá para evitar que ela atinja as frutas. Outro facilitador é que, quando chove, a geada dificilmente vem”, diz. O período de inverno representa uma diminuição da produtividade que varia entre 50% e 60%. Como há quebra da produção, os preços chegam a subir no mercado. O ganho estimado por caixa de 22 quilos chega a R$ 7. Em períodos de alta produtividade, o valor do lucro por caixa é de R$ 3. “O aumento do preço serve de compensador para o produtor”, disse o engenheiro agrônomo Antônio Alex Dresch.
An.com.br
Mercado
29/7/2010
Mercado interno eleva demanda por suco de laranja
O consumo de suco de laranja no mercado interno brasileiro está crescendo. Enquanto em 2005 apenas 3% da produção nacional de suco era consumida pelos brasileiros, quinta-feira (29), esse percentual está próximo de 10%. Mesmo com o volume exportado relativamente estável nos últimos cinco anos, a demanda doméstica pelo suco concentrado avançou de forma significativa.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que as exportações brasileiras de suco concentrado saíram de 1,34 milhão de toneladas em 2004/05 para 1,32 milhão de toneladas estimadas pela entidade em seu relatório de julho para a safra 2009/10. A queda de 1,5% nas vendas externas se opõe a um crescimento superior a 50% na demanda doméstica. O consumo de suco concentrado no Brasil passou de 23 mil toneladas em 2005 para as atuais 35 mil toneladas.
A expectativa de consultorias e empresas privadas, é que o consumo de suco concentrado e também de sucos prontos para beber, devido ao aumento da renda da população, aumente no país. As indústrias processadoras estimam que o consumo de suco de laranja no Brasil triplicará em cinco anos.
Para o analista, esse aumento da demanda doméstica por laranja vai mudar a relação existente entre produtores e indústrias nos próximos anos. Ele lembra que até agora o mercado interno ficava com aquilo que sobrava das exportações.
A demanda doméstica de suco de laranja tende a ser ainda maior se for incluída na conta a laranja consumida in natura. Cerca de 30% da produção de 16,23 milhões de toneladas da safra 2009/10 são de fruta in natura, que pode ser usada para a produção de suco em casa, por exemplo. Esse percentual se mantém relativamente estável nos últimos anos. Em 2005, era de 27% - 73% eram destinados para processamento da indústria.
Valor Econômico
Negócios
29/7/2010
Cutrale prepara-se para Consecitrus
O Consecitrus deu na terça-feira (27) seu primeiro passo para a criação de um mecanismo para nortear a formação dos preços da laranja fornecida para a fabricação do suco, a exemplo do que acontece na cana (Consecana). A indústria processadora, no entanto, prepara-se para fazer adaptações nas fábricas com objetivo de padronizar o sistema de coleta de dados.
A Cutrale, por exemplo, prevê investimento de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões em suas cinco unidades para fazer as adaptações. A expectativa é aplicar US$ 500 mil por unidade em média para realizar os ajustes. A ideia é deixar as fábricas brasileiras com níveis tecnológicos semelhantes aos que a empresa já tem nos EUA, onde um sistema parecido com o Consecitrus já é utilizado.
"O Consecitrus tende a mudar o perfil da citricultura brasileira nos próximos anos, o que envolve produtores e indústrias. O sistema vai pensar na produtividade dos pomares", afirma Carlos Viacava, diretor corporativo da Cutrale.
Segundo o executivo, a indústria vai comprar laranja pensando nos sólidos solúveis - matéria-prima para o suco concentrado - das frutas. Dados de produtividade da Cutrale, mensurados nos últimos seis anos, mostram que existem diferenças importantes entre variedades e regiões produtoras.
De acordo com esses dados, são necessárias 313,4 caixas de laranja da variedade Hamlin colhidas em Avaré (SP) para se produzir uma tonelada de suco concentrado e congelado. Os produtores da região de Olímpia (SP), porém, precisam de 264,7 caixas para obter uma tonelada de suco concentrado, ou seja, uma diferença de quase 20% para a mesma variedade, apenas em regiões diferentes.
"O setor passará por um processo de profissionalização que outros segmentos do agronegócio já tiveram. Creio que os pomares serão mais adensados, usarão irrigação e terão vida útil de 10 a 15 anos", afirma Viacava.
Valor Econômico
Economia
28/7/2010
Suco de laranja encerrou o pregão em alta na bolsa de Nova York
Os contratos futuros do suco de laranja congelado e concentrado encerraram o pregão de terça-feira (27) em alta na bolsa de Nova York. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires atribuíram o ganho ao contágio de outras commodities e também à ação dos traders, que continuam a embutir no preço as condições climáticas. Em Nova York, os papéis com vencimento em novembro encerraram a US$ 1,4785 por libra-peso, alta de 95 pontos. "A ameaça de uma tempestade forte pode facilmente jogar os preços da laranja para acima de US$ 1,52", disse à agência Mark Julias, estrategista de mercado da Lind-Waldock. , em Chicago. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista fechou a R$ 14, 84, segundo o Cepea/Esalq. Em cinco dias, a laranja ficou estável.
Valor Econômico
Novidades
28/7/2010
Novas embalagens reduzem perdas de caqui e morango
Tão importante quanto cuidar do solo é atentar para a redução de perdas na pós-colheita. Em Nova Friburgo (RJ), produtores de caqui e morango estão experimentando novas embalagens feitas de papelão e plástico para proteger os frutos de injúrias. Ao mesmo tempo, as novas embalagens permitem a criação de uma identidade visual, diferenciando os produtos nas prateleiras. O projeto é uma iniciativa da Embrapa em parceria com as Prefeituras de Nova Friburgo e Sumidouro, Sebrae, Pesagro e Emater.
“As embalagens de papelão e plástico evitam a compressão, cortes e abrasão dos frutos. Estes tipos de danos, comuns em embalagens de madeira, são responsáveis por até 50% das perdas na pós-colheita”, explica o pesquisador Marcos Fonseca, da Embrapa Agroindústria de Alimentos. “Mas a embalagem por si só não é a única responsável pela garantia da qualidade do produto. A uniformidade dos frutos e o transporte adequado também contam muito”.
Embrapa Agroindústria de Alimentos