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Revista Circuito Agrícola
Edição 84 - leia online!

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Negócios

28/7/2010

Citricultura adia votação de estatuto do Consecitrus

Produtores, empresários e representantes do setor da citricultura participaram nesta terça, dia 27, de mais uma reunião sobre a criação do Consecitrus. A expectativa era aprovar o estatuto do conselho e definir regras sobre a remuneração dos produtores. Entretanto, nada disso aconteceu. O encontro, na Secretaria de Agricultura em São Paulo, foi a portas fechadas e com muito mistério. Os representantes do setor decidiram adiar a aprovação do estatuto do conselho. Segundo o secretário de agricultura de São Paulo, João Sampaio, a votação foi transferida por solicitação da Federação de Agricultura do Estado (Faesp), que pediu mais tempo avaliar o texto. Ele também negou qualquer discussão sobre a remuneração dos produtores. Já os representantes da indústria garantiram que o assunto preço esteve na pauta. A Citrus BR refez a proposta de calcular o preço ao produtor com base nas cotações do suco na Bolsa de Nova York. A Associação Brasileira dos Citricultores (Associtros) reafirmou que deseja participar do Consecitrus, mas não deve deixar de fazer questionamentos. A melhora nas relações entre produtores e a indústria também foi discutida. Em de três semanas uma nova reunião deve ser feita. A previsão é que o estatuto seja votado e os representantes da citricultura discutam também os custos do setor.
Canal Rural

Economia

27/7/2010

Venda de laranja "in natura" segue lenta em São Paulo

A venda de laranja in natura continua lenta nas regiões paulistas, conforme pesquisas do Cepea. Na maioria dessas praças, a concorrência com a tangor murcote e a tangerina ponkan têm desfavorecido as vendas da laranja pêra. Alguns produtores consultados pelo Cepea reduziram a cotação da pêra, na tentativa de aumentar o volume de comercialização. Assim, na semana passada, a laranja pêra in natura, no mercado interno, teve média de R$ 14,15 a caixa de 40,8 kg, na árvore. Para a laranja indústria no mercado spot, o preço pago pela caixa de 40,8 kg posta para a variedade pêra foi de R$ 14,82 no período, conforme dados do Cepea.
DCI - Diário do Comércio & Indústria

Fruticultura

27/7/2010

Maçã e uva terão bônus do PGPAF

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a inclusão da maçã e da uva no Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF). Com a medida, nos meses em que houver disparidade entre o valor de comercialização das frutas e o preço mínimo estabelecido pelo governo, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) poderá compensar esta perda bonificando o produtor. Para a maçã, o preço mínimo é de R$ 0,70/kg, e para uva, de R$ 0,46/kg da variedade Isabel. O beneficio poderá ser usado como abatimento nas parcelas de investimentos contratados antes de 1º de julho de 2008, e para as de custeios tomados antes de 1º de julho de 2006 com vencimento a partir de 10 de julho de 2010. Segundo o diretor de Financiamento e Proteção de Produção do MDA, João Luiz Guadagnin, dos custeios do Pronaf, 2% são para uva e maçã. Para o vice-presidente da Agapomi, Alceu Borges, a medida é importante porque 65% dos custos da safra são com mão de obra, e, por isso, todos os produtores contratam o financiamento. "Temos custo de produção de R$ 0,68/kg produzido. É uma margem apertada." Guadanin espera, com a inclusão do investimento na política, que o produtor invista mais.
Correio do Povo

Fruticultura

27/7/2010

Brasil quer barrar suco argentino

O presidente da Câmara Setorial da Uva e do Vinho, Arnaldo Passarin, reuniu-se, na segunda-feira (26), com os ministros Wagner Rossi, da Agricultura, e Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, para solicitar que seja impedida a importação de suco de uva concentrado a granel da Argentina. A decisão foi tomada porque, segundo o diretor-executivo do Ibravin, Carlos Paviani, o país vizinho estaria negociando mosto com brasileiros em encontros oficiais entre os países. A tratativa estaria acontecendo mesmo com a lei 7.678/88 que impede a compra de suco de uva concentrado a granel de outros países. Se for concretizada, a aquisição do produto argentino poderia trazer impacto negativo ao setor. Segundo o presidente da Comissão Interestadual da Uva e do Vinho, Olir Schiavenin, não há como competir, pois os argentinos produzem com subsídio do governo, têm menor custo de produção e maior produção.
Correio do Povo

Horticultura

27/7/2010

Brócolis japonês é cultivado no sul de Minas

O clima ameno do sul de Minas está favorecendo a produção de uma variedade de brócolis vinda do Japão, conhecida na região como ninja. No município de Senador Amaral, o investimento na cultura começou há cinco anos e ganha cada vez mais espaço. A plantação de brócolis de seu Paulo fica em terras arrendadas de um produtor de milho. O tempo de cultivo, de setenta dias, é considerado curto e a lavoura tem sempre que mudar de lugar. Mas o que o agricultor planta nestas terras não é uma verdura comum, é o brócolis ninja. “O início desta cultura no Brasil foi em 1985. Ela entrou como se fosse para a indústria, para congelamento. Mas depois de certo tempo ela começou a entrar no mercado, pegaram gosto e está sendo cultivado mais largamente”, diz Paulo Morinishi, agricultor. A grande diferença do brócolis ninja para o tradicional é que o ninja possui uma cabeça única, que permite apenas uma colheita, o que facilita o trabalho do produtor. “Ele faz uma colheita só, a cabeça é mais densa e o ciclo é mesmo que o outro. Está sendo bem aceita pelo comércio, e o que também tem incentivado é o clima favorável de sete a vinte graus”, explica Aparecido Venâncio, agrônomo – Emater. De acordo com a Emater, hoje a produção no sul de Minas já passa dos seiscentos hectares. Outros fatores que favorecem a produção da variedade na região são a rentabilidade e a durabilidade da verdura. Outro produtor vende o brócolis in natura para feirantes, ou o produto picado para a indústria. Dezesseis funcionários cuidam da produção que vai quase toda para o estado de São Paulo. A renda do brócolis é permanente já que a colheita acontece o ano inteiro “Tá cada vez aumentando mais. O normal é de dois a três hectares por semana, daria por mês doze hectares”, diz Sebastião Alves Cunha, agricultor. Enquanto o brócolis tradicional deve ser consumido em até dois dias depois da colheita, a variedade ninja chega a durar o dobro do tempo.
Globo Rural

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