7/7/2009
Governo indiano rejeita alimentos transgênicos
A proposta de introdução de alimentos transgênicos na Índia foi rejeitada pela Comissão de Planejamento do governo, após já ter sofrido a oposição do Ministério do Meio Ambiente daquele país. Trata-se do primeiro posicionamento público do mais importante órgão de planejamento do governo.
Segundo declarações de Abhijit Sen, membro da Comissão de Planejamento, as exportações indianas poderão ser severamente afetadas caso a Índia autorize o cultivo de alimentos transgênicos, uma vez que atualmente diversos países, entre eles os europeus, preferem os produtos indianos por eles serem GM-Free (livres de transgênicos).Os promotores da biotecnologia estão tentando aprovar na Índia variedades transgênicas de tomate, batata, berinjela e outras hortaliças.
Agência de Notícias do Paraná com informações de Times of Índia
30/6/2009
Mandioca fica mais tóxica com CO2 no ar, sugere estudo
Culturas como a mandioca, das quais milhões de pessoas em todo o mundo dependem, tornam-se mais tóxicas e produzem menos em um mundo com mais gás carbônico e secas, dizem cientistas australianos.
Ros Gleadow, da Universidade Monash (Melbourne), testou a reação da mandioca e do sorgo a uma série de cenários de mudança climática para estudar a qualidade nutricional e a produtividade.Ambas as espécies produzem o veneno cianeto quando suas folhas (e, em algumas variedades de mandioca, a raiz) são esmagadas.
O grupo testou as plantas com três concentrações diferentes de CO2.Com o dobro da concentração atual (380 partes por milhão) de CO2, o nível do composto tóxico da mandioca fica bem mais alto. Entretanto, o aumento é só nas folhas. "Mas a planta não cresce tão bem", disse Gleadow.
Folha de São Paulo
18/6/2009
Secretário americano apoia biotecnologia
Em uma reunião do G8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia) para definir propostas e decisões relativas à agricultura e à segurança alimentar mundial, o Secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom Vilsack, mostrou-se favorável à utilização de tecnologia na agricultura e reforçou a necessidade de se lutar pelo direito ao seu uso em outros países.
Vilsack considera que, a fim de combater a fome e a desnutrição, a ciência pode ser importante, e os países em desenvolvimento devem adotar as novas tecnologias aplicadas à agricultura, incluindo a engenharia genética.
O secretário propôs aos ministros da agricultura celebrarem uma reunião para contribuir com o desenvolvimento de propostas efetivas sobre a questão.
Fonte: Agro-Bio / CIB
17/6/2009
Batatas geneticamente modificadas para produzir plásticos
A Universidade de Rostock, na Alemanha, avaliou o impacto ambiental das plantas de batatas especialmente desenvolvidas para produzir cianoficina em seus tubérculos e folhas. Essa proteína, produzida por cianobactérias (também conhecidas como algas verdes-azuis) e por algumas outras bactérias, serve para armazenar nitrogênio. Um dos seus componentes é um polímero chamado poliaspartato, que pode ser utilizado como plástico biodegradável.
O objetivo dessa pesquisa é produzir a cianoficina nas plantas como uma alternativa mais barata e eficiente do que a síntese química. Testes de campo já estão sendo realizados a fim de determinar se as condições do solo afetam a produção e se há efeitos para outros organismos.
Agro-Bio Colombia / CIB
3/6/2009
Empresa lança pílula de tomate para combate ao colesterol
Uma empresa de biotecnologia vinculada a Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, está lançando um suplemento natural feito de tomates que pode ajudar a combater o colesterol. O Ateronon contém licopeno, um antioxidante que dá a cor avermelhada ao tomate e que auxilia no bloqueio do colesterol LDL, o chamado "mau colesterol". Apesar dos potenciais benefícios, a substância é pouco absorvida quando ingerida ao natural. A pílula, portanto, traz uma versão mais refinada e de maior absorção. Testes preliminares feitos com 150 pessoas indicam que o suplemento pode reduzir a oxidação de gorduras no sangue a quase zero em apenas oito semanas.O professor Peter Weissberg, da British Heart Foundation, diz que apesar dos testes iniciais, ainda levará tempo para avaliar os efeitos reais do Ateronon.
BBC Brasil