19/7/2010
Mandioca: Menor oferta mantém preços firmes
A oferta de mandioca para a indústria de fécula voltou a diminuir na semana passada nas regiões acompanhadas pelo Cepea, devido às condições climáticas desfavoráveis para a colheita. As precipitações que ocorreram nas regiões produtoras foram insuficientes para permitir o avanço dos trabalhos de campo. Assim, a menor oferta manteve os preços firmes. Entre 12 e 16 de julho, a média das regiões acompanhadas pelo Cepea (posta na indústria) esteve em R$ 234,80/t (R$ 0,4083/grama na balança hidrostática de 5 kg), baixa de 0,8% ante a do período anterior.
Cepea/Esalq
19/7/2010
Vale do Caí projeta quebra na laranja
A safra da laranja do Vale do Caí (RS) deverá fechar com queda de 30% com relação ao ano passado. A projeção, segundo a Emater, leva em conta problemas fitossanitários gerados pelas chuvas ocorridas entre a primavera de 2009 e o verão de 2010. Os agravantes são o cancro cítrico, que provoca lesões na fruta, e a queda do citro jovem, resultante de fungos. A safra deve estender-se até outubro. Na região, são cultivados 2,9 mil ha com a fruta. A perspectiva inicial era de colher 17,2 toneladas/ha, mas, segundo o assistente técnico da Emater, Derli Bonini, a safra deverá limitar-se a 12 t/ha, o que representa 50 mil t. A variedade Umbigo Monte Parnaso tem 20% da lavoura colhida, e os citricultores recebem, em média, R$ 20,00 pela caixa de 25 quilos. No grupo das frutas sem acidez, a colheita da Céu Tardia atinge 15% da produção, com preço médio de R$ 11,00/caixa. A laranja Valência, que representa 40% da área, está com 10% das laranjas fora dos pomares. O preço médio é de R$ 9,00/caixa, e a expectativa é de que sejam colhidas 14 mil toneladas.
Correio do Povo
15/7/2010
Índice Ceagesp acumula queda de 0,04% no semestre
Nos primeiros seis meses deste ano, o Índice Ceagesp permaneceu praticamente estável, com oscilação negativa de apenas 0,04%. O Índice, que mede a variação dos preços no atacado dos principais produtos comercializados na Ceagesp, acumula elevação de elevação de 7,43% nos últimos 12 meses.
O setor de Verduras foi o mais prejudicado pelo clima desfavorável para o cultivo das hortaliças no primeiro bimestre. Como no período ainda havia aumento da demanda, o setor registrou em fevereiro a maior elevação do Índice: 33,19%. Mas, a partir de março, o setor começou a recuar, encerrando o semestre com queda acumulada de 31,65%, praticamente neutralizando as altas registradas no início do período.
O setor de Legumes também registrou fortes altas em fevereiro e março, mas fechou os seis primeiros meses com retração de 8,84%. Produtos importantes do setor tiveram redução do volume ofertado. Devido às chuvas em Santa Catarina e região Sudeste, os preços do tomate, por exemplo, que normalmente giram entre R$ 1,20 a R$ 1,50 o kg, subiram 233%, chegando a R$ 5,00 o kg no atacado. Hoje, voltaram aos patamares normais.
O setor de frutas também acumula elevação de 7,08% no semestre, impulsionado, principalmente, pela alta de preços da laranja - produto com grande representatividade no Índice – com período de entressafra até o final de abril. A alta na cotação do suco de laranja nos mercados internacionais contribui para as compras da indústria. A tendência, mesmo em plena safra, é de preços estáveis.
De acordo com o economista da Ceagesp, atualmente, mais de 80% dos produtos são opções de compra. “Esta é uma excelente época para o consumidor, pois o clima (temperaturas amenas e pouca chuva) favorece, principalmente legumes e verduras, que já registram preços próximos aos custos de produção e não devem cair mais”, ressalta Godas.
Agrolink
13/7/2010
Suco de laranja com vencimento em setembro subiu em Nova York
Os contratos futuros do suco de laranja com vencimento em setembro subiram ontem (12) em Nova York, encerrando o dia a US$ 1,3910 por libra-peso, com alta de 155 pontos, revertendo tendência recente. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones, a falta de novidades no mercado chegou a fazer com que a commodity recuasse para US$ 1,3625 no início do pregão. Analistas ainda citam a fraca demanda por suco e expectativas de uma safra maior em 2010/11 como razões por trás da queda das cotações. A ausência de risco de tempestades tropicais no Atlântico também contribui para esse cenário. No mercado interno, a saca de 40,8 quilos da laranja à indústria paulista ficou em R$ 14,82, segundo o Cepea/Esalq. Em cinco dias, a alta acumulada é de 0,20%.
Valor Econômico
12/7/2010
Valorização no mercado de commodities impulsiona ganhos com cacau
A valorização no mercado de commodities impulsionou os ganhos com os futuros de cacau na última sexta-feira (9), na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro terminaram o pregão cotados a US$ 2.996 por tonelada, valorização de US$ 27. Segundo a Dow Jones Newswires, o mercado tem sofrido com a falta de notícias novas sobre a cultura. Na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa, a safra temporã segue seu ritmo normal de colheita, enquanto a safra principal terá os trabalhos iniciados a partir do mês de outubro. Em Ilhéus e Itabuna, o preço médio da arroba do cacau ficou em R$ 85,66 na sexta-feira, gerando uma desvalorização de 0,4%, segundo informou a Central Nacional dos Produtores de Cacau.
Valor Econômico