29/6/2010
Preço da laranja ao produtor levará em conta mercado e NY
O cálculo do preço ao produtor no novo modelo de remuneração da laranja deverá ter como base as cotações do suco na Bolsa de Nova York e no mercado físico da União Europeia. A proposta deve
substituir a atual forma de remuneração, fixada por caixa de 40,8 quilos entregue à indústria de suco de laranja. Batizada de Consecitros - referência ao modelo Consecana da cana-de-açúcar,a proposta prevê que o índice bruto para o cálculo será formado por 20% do valor do suco no mercado futuro na bolsa norte-americana e por 80% do valor da bebida no atacado no mercado europeu. Os percentuais correspondem à fatia aproximada que cada operação representa nas exportações brasileiras.
DCI - Diário do Comércio & Indústria
28/6/2010
Suco de laranja fechou na sexta-feira com ganhos modestos
Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado fecharam na sexta-feira (25) com ganhos modestos, na esteira do bom desempenho de outras commodities negociadas no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em setembro encerraram o dia cotados a US$ 1,4245 por libra-peso, com alta de 50 pontos. Em entrevista à Dow Jones, Jimmy Tintle, analista da TransWorld Futures, na Flórida, disse que, na ausência de novos fatos, os contratos oscilarão entre US$ 1,38 e US$ 1,45. Esse cenário pode mudar, no entanto, com a ocorrência de tempestades tropicais, que jogariam os preços do suco para a casa de US$ 1,50. No mercado interno, a caixa com 40,8 quilos da laranja à indústria paulista ficou em R$ 14,60, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Valor Econômico
23/6/2010
Alta dos preços do cacau no mercado internacional
A estimativa da Associação Internacional do Cacau de oferta global do produto menor que o consumo nesta safra 2009/10 voltou a motivar a alta dos preços da commodity na terça-feira (22) no mercado internacional. Na bolsa de Nova York, os contratos com vencimento em julho fecharam a US$ 3.032 por tonelada, alta de US$ 73, ao passo que setembro encerrou a sessão a US$ 3.055, ganho de US$ 70. Em Londres, a tonelada para julho subiu 51 libras esterlinas, para 2.516 libras, enquanto setembro fechou a 2.405 libras, alta de 45 libras. No mercado doméstico, a arroba da amêndoa caiu para R$ 86,00, em média, nas praças baianas de Ilhéus e Itabuna, de acordo com informações divulgadas pela Central Nacional de Produtores de Cacau.
Valor Econômico
22/6/2010
Preços futuros do suco de laranja iniciaram a semana em queda
Sem notícias novas e com os gráficos indicando uma tendência de queda, os preços futuros do suco de laranja iniciaram a semana em queda na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro fecharam o pregão de segunda-feira (21) cotados a US$ 1,424 por libra-peso, queda de 185 pontos. Segundo a Dow Jones Newswires, a conclusão da colheita pelos produtores da Flórida e a ausência de ameaça climática vindo do oceano Atlântico pressionaram os contratos no pregão de ontem. Além disso, analistas disseram que a fraqueza técnica decorre da incapacidade do mercado em superar os patamares de preços alcançados na semana passada, o que abre espaço para as vendas. No Brasil, a caixa da laranja para indústria foi cotada a R$ 14,56, segundo o Cepea.
Valor Econômico
21/6/2010
Criada por acaso, pimenta mineira chegará ao mercado externo
A pimenta Uberabinha, surgida da polinização cruzada das pimentas malagueta e bode-roxa, virou a sensação de Minas Gerais. Resistente às pragas, a nova espécie não exige agrotóxicos, tem um sabor especial e ainda tem produtividade quase duas vezes maior que as de espécies convencionais.
Leonam Moreira, técnico de agricultura e zootecnia do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), foi o responsável pela descoberta. Ainda em 2006, durante sua iniciação cientifica, fez testes de polinização cruzada com diferentes espécies de pimentas em seu quintal e notou que uma era diferente. Ao final de 2008 concluiu que a Uberabinha poderia ser usada em larga escala e com amplos benefícios.
Roberto Zito, engenheiro agrônomo, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), revela que a possibilidade de um resultado positivo ao cruzar espécies distintas é algo relativo. "Não dá para saber se o cruzamento de raças diferentes dará certo. É um caso de sorte. Há uma probabilidade de surgir uma nova espécie, mas não é muito grande", diz.
O novo fruto tem coloração e formato azeitonado, é rico em biomassa e possui um ardor suave. Na plantação, a produtividade tem impressionado os técnicos: é possível obter quatro quilos do fruto por pimenteira - nas outras variedades, a média é de dois quilos. Além disso, seu período de entressafra é curto, entre os meses de junho e julho.
Graças à proteção contra o ataque de pragas, a vida útil da pimenteira de Uberaba é de aproximadamente três anos, uma vantagem sobre as outras que tem sua periodicidade diminuída pela baixa resistência biológica.
O técnico mineiro foi o primeiro empreendedor individual da cidade. Desde 2009, ele cria oportunidades e beneficia famílias da região por meio do Projeto Uberabinha, em que desenvolve uma parceria com os pequenos produtores da agricultura familiar, ensinando técnicas para o plantio e processamento de condimentos com a nova pimenta.
IG Economia