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Revista Circuito Agrícola
Edição 84 - leia online!

Notícias
Economia
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21/6/2010

Citros: Exportação é sustentada por vendas aos EUA

A receita (em dólar) obtida com a exportação de suco entre julho de 2009 e maio de 2010 teve redução de 17% se comparada ao mesmo período da temporada anterior, de acordo com dados da Secex. O volume em equivalente suco concentrado (FCOJ), no entanto, manteve-se praticamente estável, aumentando 1% no mesmo período. O motivo para a sustentação do volume foi a elevação das vendas para os Estados Unidos devido à menor oferta de suco naquele país, visto que geadas ocorreram na Flórida no começo do ano. No Brasil, quase todas as unidades processadoras estão em funcionamento, focadas na moagem das frutas contratadas. A demanda para o mercado in natura continua reduzida, mas as cotações seguem elevadas devido à baixa disponibilidade de frutas. Nesse segmento, a laranja pêra teve média de R$ 14,43/cx de 40,8 kg, na árvore, na sexta-feira (18).
Cepea/Esalq

18/6/2010

Contratos futuros do suco de laranja fecharam com recuo de 50 pontos

Os contratos futuros do suco de laranja congelado e concentrado com vencimento em setembro, negociados na bolsa de Nova York, fecharam a quinta-feira a US$ 1,4410 por libra-peso, com recuo de 50 pontos. De acordo com analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires, a queda foi motivada sobretudo pela falta de informações preocupantes em relação ao tempo no oceano Atlântico, o que poderia prejudicar as lavouras na Flórida. O Estado americano é o segundo maior produtor de laranjas do mundo, depois do Brasil. Influenciou também a realização de lucros de traderes. No mercado doméstico, a caixa com 40,8 quilos da laranja para a indústria paulista ficou em R$ 14,56, segundo o indicador Cepea/Esalq. Em cinco dias, a commodity já acumula alta de 10,86%.
Valor Econômico

17/6/2010

Produtos de época são mais baratos e nutritivos, esclarece Ceagesp

Alface, laranja, rúcula e morango são alguns dos produtos em plena safra e mais recomendáveis para o consumo. “As maiores vantagens são preço mais baixo e melhor qualidade desses alimentos”, esclarece o economista da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Flávio Godas. Ele informa que as folhas em geral, como agrião, rúcula e escarola estão na melhor época para compra já que a oferta é maior e o clima mais ameno e seco favorece a produção e o valor nutricional desses produtos. A alface, por exemplo, mantém, neste período, preço entre R$ 8 a R$ 10, o engradado de duas dúzias. No verão o valor chega a R$ 30, de acordo com dados da Ceagesp. Há também grande variedade de frutas no período de safra: melão, maçã, maracujá, morango e tangerina poncã. A laranja pera e lima, campeãs de venda na central de abastecimento da capital paulista, tem preço reduzido, no mínimo, em 30% entre os meses de junho e julho. Flávio Godas alerta que melancia, abacaxi e coco verde, menos procurados no inverno acabam por sofrer diminuição de preço apesar de o volume de produção ser menor. Conforme o economista, a demanda sobe ainda por ingredientes de caldos, feijoada e comidas típicas das festas juninas, dentre eles, cenoura, batata, couve manteiga, mandioquinha, canjica, amendoim e pinhão. Como exemplo são vendidas por mês, em média, 400 toneladas de couve. Esse quantitativo ultrapassa as 500 toneladas durante a estação mais fria do ano. Neste caso, a alta procura é compensada pela maior oferta causando estabilidade nos preços.
Mapa

15/6/2010

Maior poder de compra do consumidor pode alavancar venda de suco de laranja

O setor da citricultura brasileira fatura cerca de US$ 4 bilhões, considerando a cadeia citrícola toda. As exportações brasileiras de suco de laranja representaram em 2009 cerca de US$ 2 bilhões - a 8ª força na pauta das exportações do agronegócio brasileiro, ou cerca de 3% do total. O setor emprega mais de 400 mil pessoas. Tem excelente conversão entre capital investido e empregos gerados: são cinco empregos para cada R$ 18 mil investidos. Dos 2,2 milhões de toneladas de suco consumidas no mundo, mais da metade é fornecida pelo Brasil. A região mais importante na produção, industrialização e exportação mundial é o Estado de São Paulo, seguida pela Flórida (EUA). Juntas, somam cerca de 85% da produção mundial e de 90% de toda a exportação. As duas regiões passam por momento delicado. A produção de frutas cítricas em ambos os Estados vem diminuindo nos últimos anos. Juntas, já produziram mais de 600 milhões de caixas (40,8 quilos); hoje, não chegam a 450 milhões. Para os próximos anos, analistas veem mais queda de produção. Furacões e geadas para a Flórida e baixa rentabilidade em São Paulo foram responsáveis pela queda ocorrida; o "greening" é o principal vetor de queda para a previsão de produção de ambas as regiões. Era de esperar que, com a constante queda de oferta de laranjas e de suco, deveria haver forte aumento de preços da commodity, porém o suco no mercado internacional está valendo em torno de US$ 2.200 por tonelada. A não reação do preço se deve à queda ocorrida no consumo de suco de laranja. Ele caiu de 2,7 milhões de toneladas em 2003 para 2,2 milhões em 2008. No período, ocorreram quedas de consumo de 12% nos Estados Unidos e de 37% na Europa, segundo o Usda. O setor de alimentos tem sido beneficiado com o ganho de poder aquisitivo do consumidor brasileiro. Na disputa por pouca laranja, o mercado interno vai incomodar bastante as indústrias de suco, com vantagem para o primeiro segmento. Bom para os citricultores, que se beneficiarão dessa concorrência.
Folha de São Paulo

14/6/2010

Mais Alimentos financia equipamentos para processamento de frutas

O Pronaf Mais Alimentos, a partir de agora, também passará a financiar equipamentos para processamento de frutas. Um acordo entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers) vai garantir desconto médio de 15% em relação aos preços de mercado desses produtos. Essa é a décima segunda categoria de equipamentos agrícolas disponibilizados no site do MDA referente ao Programa Mais Alimentos. Para os projetos que envolvem sistemas completos de processamento de frutas, os preços incluem o projeto técnico de dimensionamento. Em casos de serviços de montagem dos sistemas de processamento, deve-se observar o limite máximo de até 5% do valor dos equipamentos como referência de preço para tais serviços. Estes serviços são também financiados pelo programa Mais Alimentos. Os preços disponibilizados são o máximo estabelecido por produto. Sobre os valores finais já incidem frete e ICMS. O empresário Jamir Weber, da Metalúrgica Recanto D"Itália, de Garibaldi (RS), é um dos parceiros do Programa Mais Alimentos que, a partir da iniciativa do MDA, readequou seus produtos: "Estamos satisfeitos com a expectativa de vendas, que é de dobrar o orçamento. É uma maneira de também contribuirmos para o progresso da Agricultura Familiar", completa. Desde 2004, a metalúrgica deu início às suas atividades voltadas à fabricação de máquinas e equipamentos para vitivinicultura, cervejarias, agroindústrias e similares, colocando no mercado uma linha de produtos de alta qualidade para clientes que buscam inovação aliada à praticidade. "Não só nossa empresa cresce, mas todo mundo", diz Jamir. "Serão mais de 43 itens que proporcionarão incremento à Agricultura Familiar, inclusive para aumentar a produção", finaliza Hercílio Mattos.
Ministério do Desenvolvimento Agrário

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