5/8/2010
ES: Alimentos roxos entram em destaque nos pavilhões do Ceasa
Mais do que levar um colorido especial à mesa, os alimentos roxos oferecem muitos benefícios à saúde. Uma boa fatia destes produtos é comercializada nas Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES), empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag).
Dentre os alimentos arroxeados mais comuns encontram-se a beterraba, a berinjela, o repolho roxo, a cebola roxa e frutas como ameixas e uvas.
De acordo com Marcélia de Souza, nutricionista do programa Mesa Brasil Sesc – parceiro do projeto Ceasa sem Desperdício – uma dica é consumir uma porção diária desses alimentos, seja em saladas, sucos ou ‘in natura’.
“Os alimentos de cor roxa possuem substâncias antioxidantes, conhecidas como flavonóides. Os flavonóides protegem o organismo contra os radicais livres e previnem contra o câncer e doenças cardiovasculares. Além disso, são boas fontes de fibras, vitaminas e minerais”, destaca.
Em 2010, entre os meses de janeiro e junho, foram comercializados 473.100 quilos de beterraba, com preço médio de R$ 1,25 o quilo.
Em 2010, até o dia 30 de junho, a Ceasa/ES registrou a comercialização de 172.772 quilos de berinjela, com preço médio de R$ 0,59.
O repolho comercializado na Ceasa/ES é 100% capixaba. Em 2010, entre os meses de janeiro e junho, foram comercializados 116.700 quilos, com preço médio de R$ 0,61 o quilo.
O maior fornecedor das três hortaliças do Ceasa/ES é Santa Maria de Jetibá, que detém 53,8% da procedência do repolho, 52,3% da berinjela e 87,8% da beterraba.
Governo do Espírito Santo
2/8/2010
Mandioca/CEPEA: Oferta não aumenta mesmo com clima favorável
Apesar do clima favorável à colheita de mandioca, a quantidade ofertada à indústria de fécula esteve abaixo da esperada na última semana. Parte dos agricultores tem priorizado as atividades de preparo de solo para o plantio da safra 2010/11. Muitos produtores comentam ter interesse em aumentar a área de plantio, fundamentados nos maiores patamares de preços pagos pela raiz neste ano.
Cepea/Esalq
27/7/2010
Brócolis japonês é cultivado no sul de Minas
O clima ameno do sul de Minas está favorecendo a produção de uma variedade de brócolis vinda do Japão, conhecida na região como ninja. No município de Senador Amaral, o investimento na cultura começou há cinco anos e ganha cada vez mais espaço.
A plantação de brócolis de seu Paulo fica em terras arrendadas de um produtor de milho. O tempo de cultivo, de setenta dias, é considerado curto e a lavoura tem sempre que mudar de lugar. Mas o que o agricultor planta nestas terras não é uma verdura comum, é o brócolis ninja.
“O início desta cultura no Brasil foi em 1985. Ela entrou como se fosse para a indústria, para congelamento. Mas depois de certo tempo ela começou a entrar no mercado, pegaram gosto e está sendo cultivado mais largamente”, diz Paulo Morinishi, agricultor.
A grande diferença do brócolis ninja para o tradicional é que o ninja possui uma cabeça única, que permite apenas uma colheita, o que facilita o trabalho do produtor.
“Ele faz uma colheita só, a cabeça é mais densa e o ciclo é mesmo que o outro. Está sendo bem aceita pelo comércio, e o que também tem incentivado é o clima favorável de sete a vinte graus”, explica Aparecido Venâncio, agrônomo – Emater.
De acordo com a Emater, hoje a produção no sul de Minas já passa dos seiscentos hectares. Outros fatores que favorecem a produção da variedade na região são a rentabilidade e a durabilidade da verdura.
Outro produtor vende o brócolis in natura para feirantes, ou o produto picado para a indústria. Dezesseis funcionários cuidam da produção que vai quase toda para o estado de São Paulo. A renda do brócolis é permanente já que a colheita acontece o ano inteiro
“Tá cada vez aumentando mais. O normal é de dois a três hectares por semana, daria por mês doze hectares”, diz Sebastião Alves Cunha, agricultor.
Enquanto o brócolis tradicional deve ser consumido em até dois dias depois da colheita, a variedade ninja chega a durar o dobro do tempo.
Globo Rural
27/7/2010
Doenças da alface é tema de nova publicação da Embrapa Hortaliças
Escrito pelos pesquisadores Carlos Alberto Lopes, Alice Maria Quezado-Duval e Ailton Reis, o livro "Doenças da Alface" apresenta as doenças mais importantes da alface no Brasil, com as respectivas recomendações de controle. De acordo com Ailton Reis, o livro é o primeiro manual técnico sobre doenças de alface editado no Brasil.
A proposta, segundo o pesquisador, é reforçar a identificação das Doenças da Alface, por meio de imagens, além de abordar ações de manejo, que são os pontos principais para o controle efetivo das mesmas. "O livro é um guia bem prático, para ser usado no campo para ajudar na identificação rápida das doenças, por meio das fotos."
O pesquisador Carlos Alberto Lopes, destaca o caráter didático da publicação: "primeiramente são apresentadas as doenças de raiz e de caule seguidas de doenças da parte aérea da alface". Dentro dessa divisão, são apresentadas doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematóides.
De acordo com os autores, as informações do livro podem ser aplicadas na produção de alface em sistema convencional, em hidroponia e, com alguma adaptação, em cultivo orgânico.
O livro ainda conta com mais dois capítulos sobre distúrbios fisiológicos, que são causados por fatores externos, como falta de luminosidade e de água; desequilíbrio nutricional ou exposição da planta a temperaturas extremas e outro sobre cuidados pós-colheita.
O livro foi editado pela Embrapa Hortaliças (Brasília/DF), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), custa R$ 15 e pode ser adquirido na Livraria Embrapa ou por meio do Setor de Vendas da Embrapa Hortaliças.
Embrapa Hortaliças
23/7/2010
Mau tempo afeta brócolis e couve-flor
As chuvas associadas ao forte frio dos últimos dias danificaram áreas com couve-flor e brócolis, principalmente no Litoral Norte e no Vale do Caí/RS. Com a redução na oferta na última semana, o preço do atacado na Ceasa passou de R$ 1,00 para R$ 1,67 por cabeça de brócolis e, na couve-flor, de R$ 1,33 para R$ 2,08. "As chuvas provocaram perdas de 20% nas regiões baixas, e associado a isso, as regiões altas estão terminando sua produção. O período é de alteração nas ofertas", explica o gerente da divisão técnica da Ceasa, Amauri Pereira.
O preço do tomate caiu devido à supersafra em São Paulo. Na Ceasa, o valor passou de R$ 0,99 o quilo para R$ 0,67. O assistente técnico da Emater Antônio Conte diz que o frio e as chuvas não são surpresa neste período e que não há preocupação com desabastecimento.
Correio do Povo