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Revista Circuito Agrícola
Edição 84 - leia online!

Notícias
Horticultura
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20/7/2010

Chuva reduz oferta de batata

A chuva entre julho do ano passado e março deste ano reduziu a oferta da matéria-prima para a unidade de batatas da Castrolanda, mas o atendimento dos pedidos não chegou a ser afetado. Conforme o coordenador de produção, Cassiano de Oliveira Carrano, a produção da fábrica vai das 7h30 à meia-noite e para isso é preciso ter batata o ano inteiro. O produtor Jean Bouwman, de Castro, conta que uma rede de oito produtores cultivam o tubérculo, da variedade Atlantic, todos os meses do ano, numa área total de cerca de 2 mil hectares. A batata Atlantic tem formato mais arredondado, casca mais clara, polpa branca e é considerada ideal para fritura. A variedade é o resultado do cruzamento de duas batatas diferentes. Foi lançada nos Estados Unidos em 1978. No Paraná, enquanto uma região fornecedora da Castrolanda está colhendo, a outra está plantando. Como o clima nos Campos Gerais não é favorável no inverno, devido ao risco de geada, a produção fica concentrada no Norte do estado, o que encarece um pouco o transporte. “Mas não podemos deixar de atender a indústria porque temos os nossos contratos”, diz. Antes da fabricação própria, os cooperados já plantavam batatas para indústrias clientes. Com o lançamento das novas marcas da Castrolanda, a produção de batatas cresceu em torno de 20%. “Está sendo muito bom agora porque estamos com uma marca própria. Mas, é preciso um trabalho de marketing muito grande porque está sendo oferecida uma marca nova no mercado”, opina Bouwman.
Gazeta do Povo

19/7/2010

Diagnóstico levanta situação da hortifruticultura na Baixada Cuiabana

Com objetivo de constatar o que os produtores rurais de Mato Grosso estão produzindo e comercializando de frutas, legumes e verduras foi criado um projeto piloto denominado Território da Cidadania na Baixada Cuiabana. O trabalho está sendo realizado desde o ano passado pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) em 14 municípios e deve ser concluído até o final deste ano. O objetivo é criar ações básicas para implementar essas culturas, entre elas apresentar um diagnóstico da hortifruticultura, estabelecer um programa de incentivo à produção, capacitar técnicos em tecnologia de produção, seleção e acondicionamento para que eles possam fazer treinamento com agricultores. Dados da pesquisa feita no Estado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social, apontam que 67% das frutas e 42,7% das verduras consumidas em Mato Grosso são provenientes de outros Estados. O gerente da cadeia produtiva e responsável pelo Projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural da Empaer, Almir de Souza Ferro, explica que é importante conhecer essa demanda e saber o que está sendo produzido e comercializado, para que essa realidade seja mudada, favorecendo tanto os produtores como consumidores. Ele diz ainda que estão sendo checados itens como tecnologias utilizadas, produtos, rendimento, qualidade, transporte, comercialização, entre outros. A partir dos resultados vai ser possível fazer um planejamento da produção e abastecimento, além de identificar os principais obstáculos. Conforme Almir, foi aplicado um questionário para verificar o acesso do produtor ao crédito, utilização de agrotóxicos, tipos de solos, irrigação, captação de água, rotação de cultura, área plantada, produção e produtividade.
Gazeta Digital

16/7/2010

Produtores paulistas colhem a melhor safra de batata dos últimos anos

Produtores de batata de São Paulo estão colhendo a melhor safra dos últimos anos. A área plantada cresceu e eles esperam que o aumento da produtividade compense a queda no preço. Colheita é época de trabalho pesado. Em Vargem Grande do Sul, São Paulo, os produtores de batata estão otimistas. Nos 600 hectares de terra de uma fazenda da região devem ser colhidas mais de 2,5 mil toneladas. “A batata adora o frio que faz à noite. Por isso, eu acho que a qualidade está excelente. Estão branquinhas e bonitas”, disse o agrônomo Carlos Eduardo Villares. A região é a maior produtora de batata do Estado. Só nesta safra a área plantada chega a sete mil hectares. São mil a mais do que no ano passado. A saca de 50 quilos é vendida hoje a R$ 35. São R$ 10 a menos do que o mesmo período do ano passado. A boa produtividade deve compensar a queda. Serão 700 sacas por hectare contra 600 sacas da última safra. “De R$ 35 a R$ 40. Se ficar nessa faixa é bom pra gente”, avaliou o agrônomo. Nem mesmo o preço mais baixo desanimou os agricultores e os empresários do setor. Uma indústria aposta no beneficiamento da batata para garantir o lucro. Mas para isso foi preciso investir. Só na máquina que acabou de ser comprada foram mais de R$ 500 mil. Depois de lavada e selecionada a batata chega a valer R$ 7 a mais. É bom também para os 25 empregados que foram contratados só para trabalhar no galpão. A colheita da batata vai até outubro.
Globo Rural

16/7/2010

Cebola: preço médio impulsiona safra mineira

A produção mineira de cebola deve alcançar, em 2010, cerca de 140 mil toneladas, volume 27,16% maior que o da safra anterior. Esta projeção tem por base um levantamento realizado em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria da Agricultura, a nova estimativa é 16,72% maior que a registrada em maio. De acordo com o superintendente João Ricardo Albanez, a região do Alto Paranaíba responde por 69,33% da produção de cebola no Estado. “O cenário para a produção da olerícola é favorável, principalmente naquela região, porque os preços médios superiores aos de 2009 estimulam os agricultores”, ele informa. “Diante da expectativa de boas vendas, os produtores anteciparam o plantio e já iniciaram a colheita”, enfatiza. De acordo com levantamento realizado pela CeasaMinas no período de janeiro a junho de 2010, predomina a comercialização da cebola amarela. Nos seis meses analisados foram comercializadas cerca de 3.500 toneladas da olerícola procedente das lavouras mineiras. Esse volume equivale a cerca de 15% do volume total do produto oferecido no entreposto no período analisado, e nesse caso está incluída a cebola procedente de outros Estados e países. A cifra movimentada no semestre foi da ordem de R$ 5,7 milhões, com o preço médio do produto alcançando seu nível mais alto (R$ 1,94 o quilo) em maio. Já o volume de cebola roxa comercializado no entreposto foi da ordem de 80 toneladas e o valor registrado alcançou R$ 142 mil. O município de Ibirité, localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi o único fornecedor mineiro desse tipo de olerícola à Ceasa de Contagem.
Agrolink

15/7/2010

Livro aborda efeitos das mudanças climáticas na produção de hortaliças

Os efeitos das alterações do clima na produção de hortaliças e as maneiras de atenuar esse processo são os principais focos da publicação lançada este mês pelas Unidades da Embrapa em Brasília, Hortaliças e Informação Tecnológica. O pesquisador Ítalo Moraes Rocha Guedes, editor técnico do livro ‘Mudanças Climáticas Globais e a Produção de Hortaliças’, explica que a iniciativa teve o objetivo de reunir informações, até então esparsas, sobre o tema. "Este livro representa uma primeira tentativa da parte da Embrapa Hortaliças de reunir e disponibilizar conhecimentos, até então dispersos, que possibilitem o planejamento não apenas de demandas das pesquisas, mas também medidas futuras, visando à segurança alimentar e nutricional dentro da produção de hortaliças. É uma primeira aproximação ao tema, que certamente será aprofundado no futuro", explica. O pesquisador chama a atenção para o fato de a agricultura, de um modo geral, ser altamente dependente dos fatores climáticos, o que a torna extremamente vulnerável às mudanças climáticas globais, principalmente no que diz respeito a alterações de temperatura, regime de chuvas e frequência de eventos extremos, como enchentes e secas. Apesar de ser frequentemente apontada como uma das atividades que mais contribuem para a emissão de gases de efeito estufa, notadamente no Brasil, a agricultura pode ser um meio eficiente de mitigação das mudanças climáticas, ponto ressaltado no livro. O livro reúne as palestras apresentadas pelos participantes do workshop "Efeitos das Mudanças Climáticas na Produção de Hortaliças", especialistas do Brasil e do exterior, que têm conduzido pesquisas relacionadas aos impactos reais e potenciais das mudanças climáticas sobre o agronegócio de hortaliças.
Embrapa Hortaliças

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