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Revista Circuito Agrícola
Edição 84 - leia online!

Notícias
Horticultura
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29/6/2010

Clima prejudica lavouras de beterraba no Paraná

O tempo prejudicou as lavouras de beterraba no Paraná. O excesso de chuva e as baixas temperaturas comprometeram a produtividade. Para piorar, o preço também está desagradando os agricultores.O tapete verde na plantação de beterraba esconde o prejuízo. O clima dos últimos meses atrapalhou os planos do agricultor Cláudio Leschnhak e causou problemas na lavoura. “Excesso de chuva e muita bactéria. Então, o custo ficou muito alto e a produtividade muito baixa”, disse Leschnhak. No Paraná, a colheita da beterraba é feita durante todo o ano. Mas o forte mesmo é quando começa o inverno. Com o frio a cultura se desenvolve melhor, mas o problema é que até agora as temperaturas foram muito baixas. “A planta precisa de certa temperatura para que funcione normalmente. Assim como a gente, a planta também tem sistemas de alta proteção. Mas em condições adversas, com o excesso de umidade, a planta não consegue controlar”, explicou o agrônomo Jandir Anghinoni.Na propriedade do agricultor João Perbiche o prejuízo chega aos 30%. Segundo o agricultor, o preço também não ajuda. “Há dez anos, vendia a R$ 1,00 o maço. Hoje, não está nem vendendo a R$ 1,00. O necessário seria vender ela hoje a R$ 1,50 ou até R$ 2,00 para ter um lucro melhor", avaliou. O Paraná é o principal produtor de beterraba do país. Responde por 20% da safra nacional.
Globo Rural

28/6/2010

Mandioca: Preços atuais estimulam colheita da raiz

A maior oferta de mandioca pressionou os preços da raiz de mandioca na última semana. Produtores continuam com a intenção de colher o produto devido aos preços atuais, que são considerados remuneradores. Quanto à indústria, já há sinalização de dificuldade em repassar os aumentos da raiz aos produtos finais. Em relação à fécula, o processamento médio do produto segue aumentado; a demanda, porém, não tem reagido na mesma intensidade, o que tem elevado os estoques. Para a farinha, parte das empresas deste segmento consultadas pelo Cepea diminuiu o processamento, visto que o mercado está com baixa liquidez devido aos preços altos.
Cepea/Esalq

25/6/2010

Alternativa limpa para combater doenças do tomateiro

As doenças de solo são preocupantes fontes de prejuízos para o cultivo do tomateiro na região amazônica. Somente a ocorrência endêmica da bactéria responsável pela murcha bacteriana pode inutilizar mais de 40% da produção de tomates. Considerada uma técnica limpa e eficiente, a utilização de portas-enxerto é fundamental para os produtores locais. Além de proteger a planta de outras doenças como canela preta, nematóides e fusariose, a principal vantagem é a substituição do gás brometo de metila. Proibido pelo protocolo de Montreal, o método de esterilização do solo provoca danos à camada de ozônio. Segundo o analista da Embrapa Hortaliças José Mendonça, o processo de resguardar as hortaliças desses organismos presentes na microbiota também pode ser utilizado em outras culturas, como o pimentão, constantemente atacado pelos mesmos predadores na área. De acordo com ele, os materiais híbridos com atributos de tolerância específica já são produzidos por diversas empresas do setor, e, portanto podem ser facilmente encontrados no mercado. A enxertia é a união de duas plantas, uma suscetível e outra tolerante. Na verdade, consiste no isolamento da planta que é suscetível à doença, por meio do porta-enxerto resistente, que também é um tomateiro sem qualidades comerciais. Serve unicamente para absorver sais minerais e água do ambiente contaminado. No Acre, não é viável plantar tomate de outra forma, explica.
Portal Dia de Campo

24/6/2010

Bahia investe em tecnologia para ampliar produção de mandioca

Acreditando no potencial e na versatilidade da cultura, o Governo do Bahia investe em tecnologias que contribuam para melhorar os índices de produção e produtividade, além do aproveitamento da planta, que é 100% utilizada, da raiz, ao caule e às folhas. De acordo com Emerson Leal, presidente da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), para cada dois hectares de mandioca plantados, um emprego direto é gerado. "Estamos trabalhando, a cada dia, para aperfeiçoar a assistência técnica e apoiar a sustentabilidade da agricultura familiar na Bahia", afirma. Com métodos educativos de extensão rural, os técnicos da EBDA orientam os agricultores familiares realizando cursos, treinamentos, seminários, acompanhamento no campo e, por meio de associações, para produzir mais e melhor, diversificar os produtos oriundos da planta – feitos artesanalmente ou industrializados –, e comercializar, gerando renda extra para a família agrícola. A empresa também trabalha com pesquisas participativas, envolvendo agricultores familiares, implantando campos de produção de maniva-semente de aipim (mandioca mansa) e mandioca industrial (mandioca brava). Segundo o engenheiro agrônomo da EBDA, Paulo Beline, lotado na Gerência de Itabuna, a mandioca encontra-se entre as nove principais culturas do país, e é a sexta em valor de produção. "A cultura da mandioca é tão importante hoje que a fécula (co-produto) está sendo utilizada para vedação de perfuratriz de petróleo, em alto-mar", exemplifica o técnico.
Agecom Bahia

24/6/2010

Governo acha agrotóxicos proibidos em frutas e legumes

Pimentão, uva, pepino e morango são os alimentos com mais problemas, segundo a análise feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária Frutas e legumes consumidos pelos brasileiros estão contaminados por agrotóxicos usados de forma irregular, informou ontem(23) a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Relatório produzido pela agência afirma que os problemas atingiram 29% das amostras analisadas. O índice é muito superior ao verificado em outros países. Segundo o gerente de toxicologia da Anvisa, Luiz Cláudio Meirelles, análises feitas nos EUA encontraram problemas em até 10% das amostras coletadas. Aqui, foram examinados 20 tipos de frutas e legumes. A principal irregularidade foi o uso de agrotóxicos em alimentos para os quais eles não são permitidos. Nesses casos, não é possível garantir a segurança dos produtos, de acordo com a agência. Em 2,8% das amostras, havia agrotóxicos proibidos no Brasil, caso ainda mais grave. Entre eles, estão substâncias com potencial de causar problemas como câncer e malformações fetais. Outro problema foi o uso de agrotóxicos em quantidade acima da permitida, situação de 5,2% das amostras. Para evitar resíduos de pesticidas, a Anvisa recomenda dar preferência a alimentos com origem identificada, o que demonstraria um maior comprometimento do produtor com qualidade, e a frutas e legumes da época.
Folha de São Paulo

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