23/6/2010
Inhame nas paradas de sucesso
O filme publicitário exibido em horário nobre da televisão para divulgar uma linha de salgadinhos à base de mandioca e inhame, causou um aumento na procura pelo inhame nas áreas de produção de Piedade, no interior paulista. A nova linha da empresa inclui, além do inhame, a mandioca. As novidades são oferecidas fritas, na forma de chips, a exemplo da tradicional batata.
"Os pedidos aumentaram muito depois que o inhame começou a aparecer na TV. Acho que as pessoas que não conheciam a raiz resolveram experimentar”, disse o produtor Francisco Soares da Silva, de Piedade
O agricultor utiliza o inhame no sistema de rotação com a cultura do gengibre. Este ano, ele plantou cerca de 10 hectares. A produção chega a 20 toneladas por hectare. Silva conta que atende a redes de supermercados e também entrega para centros de distribuição, como os entrepostos da Ceagesp e da Ceasa em Sorocaba.
O agricultor Benedito Garcia cultiva 2 hectares de inhame na zona rural de Piedade, em rotação com outros tubérculos, como cenoura e beterraba. Este ano, Garcia chegou a vender antecipadamente parte da lavoura. O produto passará por uma seleção e o inhame de melhor padrão será exportado. Como outros produtores, Garcia produz a própria semente. "As batatas menores a gente reserva para fazer o novo plantio." Ele cultiva o inhame " roxinho”. Os tubérculos são menores, mas, mais macios, agradam mais à dona de casa, segundo ele.
Piedade tem produção anual de 16 mil toneladas, segundo a Casa da Agricultura do município. No preço atual, gera para os produtores uma receita bruta de pelo menos R$ 16 milhões.
Segundo Shimoda, o inhame é cultura própria para a agricultura familiar. Apenas a colheita, manual, demanda um volume maior de mão de obra. O tubérculo é rico em amido, proteínas e vitaminas do complexo B. Donas de casa do interior de São Paulo também preparam o inhame frito, cortado em fatias finas, fórmula agora adotada pela empresa de salgadinhos.
Estadão
22/6/2010
Colheita de tomate inicia com expectativa de uma boa safra em Goiás
A colheita do tomate está começando em Goiás. A expectativa é de uma boa safra. Os agricultores conseguiram melhorar o trato das lavouras e a incidência de pragas e doenças foi menor.
Goianápolis é conhecida como a capital do tomate. A produção do fruto é a principal atividade econômica do município de 12 mil habitantes, localizado a 42 quilômetros de Goiânia. Na propriedade do agricultor Marcelinho Alves a colheita já começou.
“A produção, graças a Deus está boa. Com o preço, que está razoável, pela produção não vai ser ruim. Vai ser bom", avaliou Alves.
A tradição em Goianápolis é produzir tomates de mesa. O agricultor Vanderlei dos Santos planta tomate há dez anos. Na propriedade, que hoje está com 18 mil pés carregados, a colheita começará só daqui a 20 dias. Na safra do ano passado o agricultor teve prejuízos. A causa foi a praga chamada de broca-pequena.
"Nessa agora eu espero um resultado bom. Está boa a horta. Eu acho que não vai dar a broca. Acho que vai compensar”, disse Santos.
Nesta safra, os técnicos que dão assistência às lavouras calculam que os produtores devem colher 300 caixas de tomate a cada mil pés. Cerca de 40% vão para fora do Estado. Este ano, já são mais de um milhão de pés plantados. O desafio agora é trabalhar na prevenção das doenças da lavoura.
"O nosso objetivo agora é desenvolver estudos para amenizar as perdas. O custo da lavoura é muito grande. Então, se a gente for plantar e não produzir, não adianta para os produtores porque é muito difícil a produção de tomate", explicou o agricultor Welyson Mendes
Os produtores de Goianápolis estão negociando a caixa de 25 quilos de tomate por R$ 30.
Globo Rural
21/6/2010
Mandioca: Ritmo de processamento se intensifica
Na semana passada, a oferta de mandioca para as fecularias das regiões acompanhadas pelo Cepea continuou aumentando com a intensificação da colheita. Como resultado, o processamento industrial se elevou em 18,5% frente à semana anterior. Mesmo assim, a ociosidade industrial apresenta média de 34,7% da capacidade instalada. A colheita tem sido estimulada pelos preços considerados atrativos por produtores e pelas condições climáticas favoráveis. Parte deles, inclusive, passou a colher lavouras de primeiro ciclo, ainda que apresentem rendimento agrícola e industrial abaixo do esperado. Este produto, normalmente, estaria disponível para o mercado somente no final deste ano, e a antecipação da colheita poderá implicar em menor oferta para os próximos períodos.
Cepea/Esalq
18/6/2010
Agricultores são capacitados em cultivo do inhame nesta sexta
Agricultores familiares que produzem inhame nos municípios de Cajueiro, Paulo Jacinto e Taquarana estão sendo capacitados por técnicos da Secretaria de Estado da Agricultura do Desenvolvimento Agrário até hoje (18).
A missão dos extensionistas rurais é repassar novas tecnologias para que os agricultores apliquem as técnicas de manejo e, com isso, obtenham produtos de melhor qualidade. “Com mais qualidade, eles terão um preço melhor e, consequentemente, haverá um aumento da renda”, citou o engenheiro agrônomo Ruy Falcão, diretor de Extensão Rural da Seagri.
Entre os assuntos tratados, estão: controle de doenças, técnicas de plantio, adubação orgânica, espaçamento, tratos culturais, consórcio com outras culturas e indução floral.
Alemtemporeal – Alagoas
18/6/2010
Abóbora "brasileirinha" de volta aos campos
Lançada comercialmente às vésperas da Copa do Mundo de futebol de 2006, realizada na Alemanha, a abóbora "brasileirinha", desenvolvida pela Embrapa, volta a ganhar destaque nos campos do país na esteira do mundial da África do Sul. Híbrido obtido pelo cruzamento de uma variedade silvestre com uma espécie comercial, a "brasileirinha" foi desenvolvida em quatro anos pela estatal e tem como atrativo a casca dividida ao meio nas cores verde e amarelo. Segundo o pesquisador Leonardo Boiteux, trata-se de uma abóbora rústica. "Trata-se de um material que enfrenta várias condições de cultivo e pode ser plantada em todas as tradicionais regiões produtoras do país", diz ele. Em tempo: a "brasileirinha" pode ser consumida como uma abóbora normal. E não tem azul e branca.
Valor Econômico