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Revista Circuito Agrícola
Edição 84 - leia online!

Notícias
Internacional
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2/8/2010

Países árabes testam videiras da Embrapa

Cultivares de videiras desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão em testes no Egito e no Marrocos. A Embrapa começou, em abril de 2010, a enviar material propagativo de videiras, pessegueiros e amoreiras para empresas de seis países e uma delas, a espanhola Special New Fruit Licencing Mediterrâneo, está testando o plantio dos produtos no Egito e Marrocos, além de na sua sede, a Espanha. As videiras em teste nos dois países árabes são voltadas à produção de uvas sem sementes. Atualmente, a Embrapa é a única empresa de pesquisa que atua com melhoramento em uvas sem sementes para áreas tropicais e por isso o produto gera interesse em regiões com o clima similar ao do Brasil. O material propagativo de árvores frutíferas que a Embrapa está enviando a outros países inclui sementes, mudas, estacas no caso das uvas – as denominações variam de acordo com a planta. As plantas têm diferenciais em relação ao produto convencional. Os adicionais oferecem desde vantagens ao produtor, no caso de o fruto ser mais resistente a determinada doença ou da árvore dar frutos na entressafra, até ao varejista, quando o produto tem menor perecibilidade, e ao consumidor, no caso, por exemplo, de a fruta ser mais doce. A cultivar pode oferecer vantagens ao produtor, ao varejista ou ao consumidor, ou também aos três de uma vez. A Embrapa tem ainda outras nove demandas, de países da África, Europa e América Central, para envio de material propagativo de fruteiras, mas está avaliando as operações. Ao avaliar um possível envio de material propagativo, é levado em conta se estas frutas produzidas nestes outros países não vão concorrer com a exportação do Brasil. Isso é avaliado juntamente com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), empresas e outros organismos da área. Até agora já foram enviados materiais propagativos de fruteiras para empresas da Espanha, Inglaterra, Chile, África do Sul, Peru e Barbados.
Agência de Notícias Brasil-Árabe

26/7/2010

"Guerra do brócolis" movimenta a UE

O brócolis, ou pelo menos uma de suas muitas variedades, agora é o prato principal em uma disputa que poderia ter repercussões significativas para as indústrias de alimentos, de agroquímicos e agrícola da Europa e de todo o mundo. A questão é determinar se é permitido, ou deveria ser, patentear um vegetal. De acordo com uma diretriz da União Europeia de 1998 sobre a proteção de inovações biotecnológicas, não é permitido patentear processos biológicos na reprodução de animais e plantas. Se for demonstrado, no entanto, um novo desenvolvimento técnico na produção de um vegetal, a Agência Europeia de Patentes pode conceder a patente desse desenvolvimento específico. O problema, portanto, resume-se a determinar se um novo sistema de produção é um processo biológico convencional ou um tecnológico patenteável. É esse princípio que está sendo colocado à prova atualmente em dois casos separados em avaliação pelo conselho de apelações da agência. O primeiro caso envolve uma patente concedida em 2002 à empresa britânica Plant Bioscience, que desenvolveu um método para aperfeiçoar as propriedades anticancerígenas do brócolis - vegetal há muito conhecido por suas qualidades benéficas à saúde, servindo para prevenir tanto doenças cardíacas como o câncer, desde que não fervido por muito tempo. A patente da empresa foi contestada pela Syngenta, multinacional agroquímica suíça, e pela Limagrain, uma cooperativa francesa de sementes. Elas argumentam que a patente do brócolis deveria ser revogada, já que basicamente envolve um processo biológico e, assim, não deveria ser patenteável. A agência deverá dar seu veredicto sobre ambos os ainda neste ano. Mas as audiências preliminares na sede da agência já provocaram, na semana passada, polêmicas calorosas.
Valor Econômico

23/7/2010

OMC adia decisão na disputa entre Brasil e EUA sobre suco

A disputa do suco de laranja aberta pelo Brasil contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) só começou a ser examinada na semana passada pelos juízes, mas a entidade já avisou na quinta-feira aos beligerantes que a decisão final será adiada. O presidente do painel (comitê de arbitragem) alega que seis meses para examinar o contencioso é um prazo muito apertado e informou que só haverá uma decisão em fevereiro de 2011. E a decisão, de qualquer forma, pode ir depois para o órgão de apelação, o que demandaria ainda mais tempo. Enquanto isso, os exportadores brasileiros vão continuar sofrendo prejuízos. Além da tarifa de importação de US$ 416 por tonelada que é aplicada de maneira permanente, há ainda sobretaxa antidumping de até 4,81%, que é contestada pelo Brasil. A briga na OMC envolve o método de cálculo usado por Washington para estabelecer suposta margem de dumping por indústrias brasileiras no suco exportado. Brasília considera que a taxa é inflada porque os EUA excluem do cálculo as exportações com valor superior à cotação do produto no mercado doméstico ("valor normal"). O contencioso ocorre numa situação delicada para os produtores de suco em geral. O Brasil, maior exportador mundial, vende 20% do total para os EUA e 70% para a Europa. Nos EUA, porém, o consumo de suco caiu 25% nos últimos anos por causa da concorrência de refrigerantes. A exportação para o mercado americano continua estável porque a produção dos EUA declinou. Na Europa, não há perspectivas de crescimento. Na América Latina, também há pouca margem de crescimento das exportações. No médio prazo, acredita o executivo, a alternativa terá de ser mesmo a China. Mas há dois desafios: o preço precisa baixar e os chineses precisam alterar um pouco seus hábitos, já que hoje a preferência é mesmo o chá. O preço da tonelada de suco no mercado externo melhorou este ano. Lohbauer acredita que as exportações podem alcançar US$ 2 bilhões este ano contra US$ 1,6 bilhão no ano passado.
Valor On Line

15/7/2010

UE tenta abrir caminho para plantação de transgênicos

Os países da União Europeia (UE) terão independência para legislar sobre o cultivo de organismos geneticamente modificados. O projeto da nova lei de transgênicos foi apresentado pela Comissão Europeia no dia 13 de julho de 2010 em Bruxelas, e ainda depende de aprovação dos países-membros e do Parlamento Europeu. "Eu ressalto que o extenso sistema de autorização da UE, baseado em ciência sólida, continua totalmente em vigor", declarou John Dalli, comissário europeu da Saúde e Defesa do Consumidor. Segundo Dalli, a Comissão não é favorável ou contrária aos transgênicos. "Mas, no mundo de hoje, eles são uma realidade e a Europa não pode ficar parada e negar sua responsabilidade política para tomar decisões e implementar políticas de inovação responsável", justificou. De acordo com a nova proposta da Comissão, a partir do momento em que uma planta transgênica recebe o selo de segurança da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), cada país poderá decidir se vai proibi-la em todo ou em parte de seu território por razões sócio-econômicas, éticas ou morais, disse Dalli. Apesar de soar mais democrática, a decisão anunciada não deixa de causar polêmica: na Europa, é grande a resistência contra os organismos geneticamente modificados por preocupações ligadas à saúde e ao meio ambiente. A área de cultivo de transgênicos na Europa, segundo a própria União Europeia, ainda é pequena. Em 2008, foram plantados produtos transgênicos em 125 milhões de hectares no mundo. Já nos seis países da UE, a área de cultivo foi de cerca de 100 mil hectares.
Deutsche Welle

21/6/2010

Especialistas de todo o mundo debatem em Portugal a produção de tomate

Começou este domingo o 9º Congresso Mundial do Tomate, evento que juntará ao longo dos próximos dias no Estoril, em Portugal, especialistas de todo o mundo para debater a produção da cultura. A abertura das discussões será feita esta segunda-feira pelo ministro português da Agricultura, António Serrano, que lançará uma sessão de trabalhos marcada por temas como o potencial genético do tomate e o contributo da engenharia genética para a performance desta cultura. O congresso discutirá até quarta-feira (23) várias questões de ordem econômica e ambiental ligadas à produção de tomate. Terça-feira um dos temas em debate será a produção e consumo de tomate no Brasil, numa palestra que será apresentada por Rogério Rangel, director da Unilever Brasil.
Portugal Digital

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