24/2/2010
Mudanças climáticas reduzirão produção de mandioca na África
As mudanças climáticas devem reduzir a quantidade produzida de cinco culturas básicas da África Subsariana, que corresponde a todos os países localizados abaixo do deserto do Saara. As culturas afetadas serão milho, milheto, sorgo, amendoim e mandioca e as reduções da produção devem oscilar entre 8 e 22%, sendo que para todas elas, exceto a mandioca, há mais 5% de chance dos rendimentos caírem mais de 27%. Segundo o pesquisador David Lobell, os resultados não são tão desesperadores quanto alguns haviam anunciado, mas são suficientemente grandes para sugerir que adaptações são necessárias nesta região, uma vez que uma em cada três pessoas passam fome na África Subsariana e a economia nacional é fortemente dependente da agricultura. As projeções mostram que a redução média na produção deve ser de 8% para a mandioca, que é a cultura menos prejudica dentre as pesquisadas, isso porque as variedades modernas e melhor fertilizadas tendem a ser mais susceptíveis às perdas.
Notícias Agrícolas
24/2/2010
Embrapa Hortaliças vai retomar atividades no Haiti
A Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) deverá retomar, ainda em 2010, as atividades no Haiti. A Unidade coordena dois projetos financiados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) em diferentes localidades daquele país.
Henoque Ribeiro coordena o projeto de revitalização de uma fazenda do Ministério da Agricultura, dos Recursos Naturais e do Desenvolvimento Rural do Haiti (MARNDR) para validação de tecnologias e realização treinamentos para técnicos e produtores.
O pesquisador irá avaliar as condições para a execução de obras de drenagem, que deverão viabilizar entre 8 ha e 10 ha de área agricultável alagada.
O outro projeto liderado pela Unidade tem atuado na região de Kenscoff desde 2008. As atividades pretendem fortalecer o setor produtivo da região, com a adoção de tecnologias sustentáveis de produção e levantamento de informações estratégicas.
Embrapa Hortaliças
22/2/2010
EUA preveem superávit agrícola de US$ 22,5 bi
O superávit comercial da agricultura norte-americana chegará a US$ 22,5 bilhões no ano fiscal 2010, afirmou esta semana o subsecretário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) Jim Miller. A nova estimativa é US$ 2 bilhões superior à leitura divulgada pelo governo em novembro, mas está 3% abaixo do superávit do ano fiscal 2009, de US$ 23,2 bilhões.
No Fórum de Perspectivas Agrícolas do USDA, Miller disse que as exportações de produtos agrícolas norte-americanos crescerão para US$ 100 bilhões, enquanto as importações são estimadas em US$ 77,5 bilhões. Em novembro, o governo havia previsto exportações de US$ 98 bilhões e importações de US$ 77,5 bilhões. “A recuperação econômica global e os preços das commodities estão sustentando as exportações”, explicou o Serviço de Pesquisa Econômica do USDA em relatório que detalha a projeção comercial.
Tribuna do Norte
3/2/2010
Maior feira de frutas começa hoje em Berlim
A maior feira mundial de hortaliças e frutas frescas, a Fruitlogistica, é inaugurada hoje em Berlim, na Alemanha, com a presença de vários produtores portugueses que tentam alargar a outros mercados a venda de produtos nacionais como a pera-rocha. O ministro da Agricultura de Portugal, António Serrano, vai estar presente no evento para apoiar os agricultores.
O evento decorre entre quarta-feira e sábado (3 a 6 de fevereiro) em Berlim, e acolhe este ano cerca de 2.100 empresas de 80 países, dos cinco continentes, e cerca de 50 mil produtores, exportadores e importadores.
Entre as organizações de produtores portugueses de fruta com stand na feira contam-se a Cooperfrutas (exporta maçã e pera-rocha), Coopval (um dos maiores exportadores de pera-rocha), Granfer (pera, maçã, pêssego), Globalfrut pera rocha e maçã) e HZPC, empresa que comercializa em Portugal a batata de semente da casa mãe que é holandês.
Agrolink
2/2/2010
Ministério do Haiti lança programa de reconstrução para a agricultura
O Ministro da Agricultura do Haiti, Joanas Gue, apresentou à comunidade internacional, no dia 27 de janeiro, um plano de ação para reconstruir o setor agrícola do país. O objetivo deste programa é melhorar a segurança alimentar e gerar emprego para as populações rurais e aqueles que foram forçados a migrar para o campo devido ao terremoto de 12 de janeiro.
Gue apresentou a agenda estabelecida pelo Ministério com o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).
“O programa especial de emergência e apoio à produção de alimentos no Haiti, e a integração das populações deslocadas objetiva revitalizar a agricultura por meio de medidas de curto, médio e longo prazo. Inclui um plano de ação para 18 meses e tem um custo estimado de US$ 700 milhões”, explicou o Ministro.
Agrolink