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Revista Circuito Agrícola
Edição 84 - leia online!

Notícias
Mercado
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30/7/2010

ABN Amro reduz em 35% estimativa de superávit global de cacau

A produção global de cacau deve exceder a demanda em 47 mil toneladas na temporada 2010/11, queda de 35% em relação à projeção anterior de superávit de 72 mil toneladas, informou o banco holandês ABN Amro em um relatório trimestral apresentado nesta sexta, dia 30. A forte redução reflete preocupações com chuvas na Costa do Marfim, maior produtor da amêndoa no mundo, acrescentou o banco. O ABN Amro prevê que a principal safra do país africano, cuja colheita deve começar em setembro, fique 100 mil toneladas acima do volume registrado em 2009/10, quando um milhão de toneladas foram produzidas. Contudo, "as atuais condições climáticas irregulares" sinalizam que a produção continua "uma questão de suposição."
Agência Estado

29/7/2010

Mercado interno eleva demanda por suco de laranja

O consumo de suco de laranja no mercado interno brasileiro está crescendo. Enquanto em 2005 apenas 3% da produção nacional de suco era consumida pelos brasileiros, quinta-feira (29), esse percentual está próximo de 10%. Mesmo com o volume exportado relativamente estável nos últimos cinco anos, a demanda doméstica pelo suco concentrado avançou de forma significativa. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que as exportações brasileiras de suco concentrado saíram de 1,34 milhão de toneladas em 2004/05 para 1,32 milhão de toneladas estimadas pela entidade em seu relatório de julho para a safra 2009/10. A queda de 1,5% nas vendas externas se opõe a um crescimento superior a 50% na demanda doméstica. O consumo de suco concentrado no Brasil passou de 23 mil toneladas em 2005 para as atuais 35 mil toneladas. A expectativa de consultorias e empresas privadas, é que o consumo de suco concentrado e também de sucos prontos para beber, devido ao aumento da renda da população, aumente no país. As indústrias processadoras estimam que o consumo de suco de laranja no Brasil triplicará em cinco anos. Para o analista, esse aumento da demanda doméstica por laranja vai mudar a relação existente entre produtores e indústrias nos próximos anos. Ele lembra que até agora o mercado interno ficava com aquilo que sobrava das exportações. A demanda doméstica de suco de laranja tende a ser ainda maior se for incluída na conta a laranja consumida in natura. Cerca de 30% da produção de 16,23 milhões de toneladas da safra 2009/10 são de fruta in natura, que pode ser usada para a produção de suco em casa, por exemplo. Esse percentual se mantém relativamente estável nos últimos anos. Em 2005, era de 27% - 73% eram destinados para processamento da indústria.
Valor Econômico

19/7/2010

Agricultores orgânicos faturam até R$ 5 mil por mês na Paraíba

Produzindo hortaliças como alface, coentro e cebolinha, utilizando o regime de agroecologia orgânica, agricultores do município de São Miguel do Taipú, localizado na Zona da Mata paraibana, chegam a faturar até R$ 5 mil por mês com a venda de produtos ecologicamente corretos. O segredo do sucesso está no custo reduzido da produção, que não usa produtos químicos, estimulando o gosto cada dia maior da população pelo o que é saudável. Há ainda o acréscimo de 30%, permitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sobre o valor do produto orgânico comercializado em feiras e lojas. Para obter esse retorno o agricultor Luciano Santana, que trocou o plantio convencional pelas hortas ecologicamente corretas, conta que só foi necessário investir em um bom sistema de irrigação e na aquisição das sementes para dar inicio a plantação orgânica. Associado à melhoria no orçamento, na alimentação e na elevação da auto-estima dos produtores, o trabalho com a agroecologia tem transformado as estruturas familiares das regiões que estimulam esse tipo de produção no estado. Cerca de 240 produtores são atendidos pelo projeto de hortifruticultura na Zona da Mata paraibana. Toda a produção tem destino certo, seja em supermercados e indústrias, negociando com a Conab ou na comercialização direta nas Feiras Agroecológicas de Jacaraú e Pedra de Fogo. Em fase de expansão da produção pelo estado, seguindo a tendência mundial de estímulo ao consumo de alimentos produzidos sem agrotóxicos e insumos agrícolas, mais três feiras estão em fase de estruturação nos municípios de Lucena, Pitimbu e Alhandra, como forma de levar à mesa do consumidor a qualidade e a saúde dos alimentos agroecológicos.
Sebrae Paraíba

12/7/2010

Bergamota amplia fatia no Canadá

Os produtores de bergamota de Rosário do Sul exportarão para o Canadá, neste ano, quase o dobro da fruta que embarcou para o país na safra passada. Através do grupo Citrusul Importação e Exportação de Frutas, cinco cargas, num total de 120 toneladas, já chegaram ao destino. Em junho de 2009, o município exportou o primeiro contêiner, com 70 toneladas da fruta. Segundo o gerente-geral da Citrusul, Toni Gonçalves, os canadenses gostam desta bergamota porque preferem frutas menores. "Essas bergamotas saem de Rosário do Sul com o custo de R$ 0,80 o quilo. Se fossem para o mercado interno, talvez, nem atingissem R$ 0,40", explicou. Neste ano, deverão ser produzidas três mil toneladas de citros na Citrusul, sendo 20% exportados. O restante abastecerá redes nacionais de supermercados. Como os pomares ainda apresentam plantas novas, a expectativa é de que, até 2015, a produção possa atingir 20 mil toneladas anuais. Conforme o técnico de fruticultura da Emater, Tailor Garcia, neste ano, os municípios de Rosário do Sul, São Gabriel e Santa Margarida do Sul produziram bergamotas, laranjas e híbridos de citros, e deverão colher, até o mês de novembro, 4.137 toneladas de citros de mesa sem sementes, com destaque para as laranjas das variedades Navelina, Lanelate, Navelate e Salustiana; e para as bergamotas Satsuma, Okitsu, Marisol e Clemenules, além dos híbridos Nova e Ortanique. O zoneamento agroclimático da Embrapa aponta que as diferenças térmicas entre os períodos do dia e da noite, nesta região, favorecem a produção de frutas com mais sabor, coloração de casca e polpa. Até novembro, os citricultores gaúchos deverão colher 147.018 mil toneladas de bergamota.
Correio do Povo

23/6/2010

Hortaliça em versão "mini" dá boa renda

Eles são vendidos higienizados e embalados em pequenas porções, prontos para consumo, como snacks. Só que, ao contrário de salgadinhos, estão crus e atendem à demanda do consumidor por alimentos mais saudáveis. São os minilegumes, como minicenouras, minitomates e até minibeterrabas. "A cenoura baby tem coloração intensa, é mais saborosa e tem uma textura diferente, além do alto teor de betacaroteno", diz o produtor Luiz Filipe Corrêa, proprietário da Mr. Rabbit, em Araçoiaba da Serra (SP). Ele produz minicenouras e minibeterrabas, além de minicebolas, em quatro hectares e processa de 20 a 30 toneladas de hortaliças por mês. Segundo ele, 1 kg de cenoura rende 250 g de minicenouras. As máquinas cortadoras, selecionadoras, descascadoras, embaladoras, classificadoras e toda a parte de sanitização foram desenvolvidas pela própria empresa. A cenoura e a beterraba são de variedades de tamanho normal; processadas, transformam-se nas versões mini e são vendidas em embalagens de 100 e 250 gramas. Corrêa tem como clientes grandes redes de supermercados e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp). No caso do minitomate, o diferencial, além do formato mais alongado, é o sabor, mais doce e menos ácido. "O teor de brix, que é o que mede a doçura, chega a 10 graus no minitomate; em outras variedades, esse teor é de 3 a 4 graus", diz o coordenador técnico da empresa de sementes Sakata, Márcio Geraldo Jampani. A empresa desenvolveu o tomate híbrido sweet grape (tipo uva), que agrada ao consumidor por seu sabor adocicado. A empresa está trabalhando no aumento da produção, pois ela só atende a 20% da demanda. 1kg do sweet grape pode custar R$ 20. No pico da colheita a produtividade em 2 mil m² chega a mil quilos por semana. "A partir da quinta semana de colheita, a produtividade cai, mas consigo colher o ano todo", diz Tikayuki, que construiu toda a estrutura de estufas. Incluindo o sistema de irrigação, uma estufa de 2 mil m² custa R$ 85 mil.
Estadão

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