28/7/2010
Novas embalagens reduzem perdas de caqui e morango
Tão importante quanto cuidar do solo é atentar para a redução de perdas na pós-colheita. Em Nova Friburgo (RJ), produtores de caqui e morango estão experimentando novas embalagens feitas de papelão e plástico para proteger os frutos de injúrias. Ao mesmo tempo, as novas embalagens permitem a criação de uma identidade visual, diferenciando os produtos nas prateleiras. O projeto é uma iniciativa da Embrapa em parceria com as Prefeituras de Nova Friburgo e Sumidouro, Sebrae, Pesagro e Emater.
“As embalagens de papelão e plástico evitam a compressão, cortes e abrasão dos frutos. Estes tipos de danos, comuns em embalagens de madeira, são responsáveis por até 50% das perdas na pós-colheita”, explica o pesquisador Marcos Fonseca, da Embrapa Agroindústria de Alimentos. “Mas a embalagem por si só não é a única responsável pela garantia da qualidade do produto. A uniformidade dos frutos e o transporte adequado também contam muito”.
Embrapa Agroindústria de Alimentos
27/7/2010
Japão agora tem máquina de vender banana
Cada banana custa R$ 2,70. Em uma semana, a empresa já vendeu mais de mil unidades em um shopping subterrâneo da cidade de Tóquio
Mesmo com a recessão em escalada, o apetite dos japoneses por novidades não para nunca: agora uma empresa está lançando máquinas de vender banana.
A subsidiária local do distribuidor internacional de frutas Dole instalou vending machines em um shopping subterrâneo no bairro de Shibuya, zona oeste de Tóquio, na semana passada. Como em outras máquinas do gênero, o consumidor coloca o dinheiro ou usa cartão. Uma banana custa o equivalente a US$ 1,50, ou seja, perto de R$ 2,70. Para comprar um “punhado”, algo como quatro bananas, o preço sai US$ 4,50 (R$ 8).
O preço é um pouquinho mais caro do que o consumidor encontraria nos supermercados, mas desde a instalação, mais de mil unidades já foram vendidas. A empresa está tão satisfeita com o resultado que já tem planos de instalar máquinas em centenas de pontos nas principais cidades.
Para garantir que as frutas estejam sempre bem fresquinhas, a máquina mantém uma temperatura estável de 13 graus – a mais indicada para essa fruta, segundo a empresa. Cada vending machine comporta até 10 pacotes, sejam bananas embrulhadas individualmente ou em cachinho. As máquinas são repostas toda segunda, quarta e sexta. A dúvida que fica é se a fruta que vai sair dali será tão fresquinha quanto a que os brasileiros compram diariamente nas feiras.
Revista Época
22/7/2010
Embrapa Cerrados apresenta o supermaracujá
Uma fruta grande, mais produtiva, resistente a pragas e doenças e que rende até dois litros de suco. É o supermaracujá. Após quase 20 anos de cruzamentos genéticos e boas práticas de manejo, a Embrapa Cerrados desenvolveu um maracujá que pode pesar até 650 gramas.
Mais de 150 cultivares foram combinadas e melhoradas até chegar à planta ideal. A colheita costuma ser farta em regiões mais secas, com temperaturas acima dos 20 graus, como em Pernambuco e Mato Grosso. A chamada polinização manual ajuda na produtividade.
"É um processo em que o produtor vai pegar a parte masculina, levar até a parte feminina da flor e permitir que essa flor gere um fruto mais pesado, com rendimento de semente maior", diz o pesquisador Fábio Faleiro.
José confirma o sucesso da técnica. Em um hectare onde planta a variedade, o rendimento chega a 70 toneladas por ano. O maracujá tradicional rende apenas 30.
"É gratificante, você poliniza hoje e no segundo dia já vê o resultado: o frutinho gerando na flor”, diz o produtor de maracujá José Landin.
As mulheres têm mais habilidade para o serviço.
"É um trabalho delicado. A maioria das mulheres gosta de fazer, até por não ser cansativo, pesado", avalia Landin.
A diferença entre a fruta normal e a de tamanho quatro vezes maior é somente física. O sabor é o mesmo.
"O paladar praticamente não muda. O que o consumidor vai observar é que esses híbridos têm uma polpa mais alaranjada, mais forte", diz Faleiro.
As sementes das frutas gigantes podem ser adquiridas através do telefone (19) 3749-8888 ou do e-mail: sac@campinas.snt.embrapa.br. Um pacote de 25 gramas custa R$ 90.
embrapa, supermaracujá, maracujá
13/7/2010
Casca de banana pode ser solução de resíduos tóxicos
Um grupo de estudantes encontrou na farinha da casca de banana uma solução econômica para reter metais como cromo, níquel, cobre e ferro, encontrados nos resíduos tóxicos industriais despejados no meio ambiente. O processo de pós-tratamento envolve a secagem da casca de banana em um forno, que depois é triturada e pronta para ser aplicada, em forma de farinha, em efluentes na retenção de metais pesados. “A casca de banana possui alta capacidade de adsorção. Dessa forma, os metais ficam na superfície da farinha e não se soltam”, destaca a aluna Ana Lúcia Perrone de Lima Freitas, 24 anos.
No projeto, os estudantes sugerem a queima da farinha em caldeira para o aproveitamento da energia ou o despejo em aterro para incineração. “Com o processo de pós-tratamento, é possível economizar o uso de reagentes. Também constatamos nos ensaios, redução de 30% na quantidade de metais pesados existentes nos efluentes”, explica Freitas.
Tn Petróleo
12/7/2010
Estudo in vitro da Esalq revela bactérias inofensivas em abacaxizeiro
Pesquisas in vitro com mudas de abacaxizeiro Gomo-de-mel, feitos em laboratórios da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, revelaram a presença de microrganismos endofíticos (bactérias) no tecido da planta.
Segundo a engenheira agrônoma Monita Fiori de Abreu Tarazi, bastaria eliminar as plantas "contaminadas" e buscar outras supostamente, sem bactérias, e prosseguir com os estudos. "Esse seria o procedimento se nosso enfoque fosse simplesmente a multiplicação clonal da planta, por exemplo. Mas nosso objetivo era estudar a morfofisiologia vegetal, o desenvolvimento da espécie, mesmo na presença dessas bactérias", descreve. E foi aí que os cientistas descobriram que as bactérias, que normalmente seriam consideradas nocivas à planta, na verdade não a afetam negativamente.
Monita lembra que a detecção de bactérias em mudas de plantas produzidas em laboratório pode afetar a comercialização, ocasionando prejuízo a produtores. "Nosso estudo, no entanto, revelou que, no caso do abacaxizeiro Gomo-de-mel, a presença dos microrganismos endofíticos não são prejudiciais", afirma. O abacaxizeiro Gomo-de-mel é um cultivar que foi melhorado no Instituto Agronômico (IAC) de Campinas há cerca de 20 anos. Além de mais doce que o abacaxi normal, o Gomo-de-mel não precisa ser descascado. "Ele é consumido se retirando gomos da fruta, bem semelhante a uma pinha ou fruta-do-conde. Sua comercialização ainda não é abundante, mas em alguns locais ele pode ser encontrado", conta.
O estudo poderá estabelecer novos procedimentos em relação às exigências fitossanitárias. Mas um dos principais resultados, de acordo com a engenheira, é justamente mostrar que os microrganismos encontrados não resultam de qualquer equívoco cometido em laboratório.
Agência USP de Notícias