7/7/2010
Cítricos podem ser resposta para o câncer
Pesquisadores da Columbia University analisaram recentemente os efeitos positivos da pectina cítrica modificada sobre linhagens de células cancerosas em humanos e camundongos. Os resultados, divulgados pelo pesquisador-chefe Dr. Aaron Katz na última edição da Integrative Cancer Therapies, mostram que a pectina cítrica modificada inibe a proliferação celular e induz a apoptose (morte celular programada) tanto em células cancerosas andrógeno-dependentes quanto nas andrógeno-independentes de acordo com a dose e o período de tempo utilizados.
"Aliada a dieta, exercício e mudanças no estilo de vida, a pectina cítrica modificada ajuda meus pacientes a manter o câncer afastado e desacelerar seu crescimento, reduzindo assim o impacto negativo da doença sobre a vida dos pacientes", diz Dr. Geo Espinosa, diretor do Integrative Urology Center da NYU.
O câncer de próstata é a segunda causa de morte por câncer em homens. Um em seis homens desenvolverá esse tipo de câncer ao longo da vida. Dr. Jun Yan, principal autor, diz: "Nossas descobertas demonstram claramente que a pectina cítrica modificada possui propriedades contra o câncer de próstata tanto em células cancerosas andrógeno-dependentes (sensíveis a hormônios) e andrógeno-independentes (resistentes a hormônios) na próstata. Os resultados sugerem fortemente que a pectina cítrica modificada pode ser um agente quimiopreventivo e terapêutico contra a doença".
PR Newswire
6/7/2010
Pinhão-manso mais perto da colheita mecanizada
Os pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) transformaram o pinhão-manso, árvore de amêndoas que normalmente atinge 3,5 metros de altura, em uma planta com tamanho comparado ao de um pé de soja. A façanha paulista promete facilitar o uso de máquinas na colheita do pinhão, que tem alta concentração de óleo para produção de biodiesel.
Nesse estudo, o IAC ganhou pontos na corrida para viabilizar o cultivo em escala investigando parentes selvagens do pinhão-manso. Os pesquisadores introduziram na árvore de amêndoas características de uma variedade anã. A importância da pesquisa é medida pelo rendimento de óleo da cultura. Enquanto a soja – principal matéria prima da indústria de biodiesel no Brasil, base de 80% da produção – oferece cerca de 600 quilos de óleo por hectare, o pinhão-manso rende 2,5 mil quilos na mesma área, compara o pesquisador Carlos Colombo, do IAC. Menos de 10% do biodiesel brasileiro é produzido com alternativas vegetais, incluindo mamona e algodão. Os demais 12% saem do sebo bovino.
O pesquisador Walter Siqueira explica que ainda há um longo caminho pela frente antes da produção de pinhão-manso anão em escala. A experiência que mudou o tamanho da planta, no entanto, é considerada “uma demonstração do quanto é possível avançar”. Ainda é preciso investigar, por exemplo, qual o rendimento das novas árvores, seu ciclo de produção, a concentração de óleo nas sementes, a concentração de substâncias tóxicas.
Nas pesquisas realizadas nos últimos anos, o rendimento de óleo variou de 1,3 mil a 3,2 mil quilos por hectare, abaixo apenas dos resultados do dendê e da macaúba. A qualidade do biodiesel de pinhão-manso é considerada excelente pelos técnicos.
Gazeta do Povo
8/6/2010
Governo paulista cria seguros para pragas da citricultura
João Sampaio, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lançou ontem (7) o seguro para as duas principais doenças da citricultura: greening e cancro. O programa começa a valer com a entrega dos relatórios de inspeção e erradicação nos pomares, feito no primeiro semestre de 2010 pelo proprietário, e que devem ser entregues até o dia 15 de julho. Além do projeto do seguro, foram apresentadas também outras medidas de incentivo à fruticultura cítrica de mesa, consolidação do sistema de mudas certificadas e as ações para a implantação do sistema de informações do setor. "São R$ 35 milhões que o governo coloca para subvencionar 100% do prêmio pago pelo citricultor", disse.
DCI - Diário do Comércio & Indústria
2/6/2010
Orgânicos conquistam os supermercados
A preocupação do grande varejo em aliar consciência social e ambiental a uma melhor qualidade de vida para o consumidor tem estimulado o investimento em marcas próprias e na divulgação dos benefícios dos alimentos orgânicos, dando visibilidade a produtores de frutas e hortaliças. O fornecimento direto para o varejo é feito, normalmente, por meio de parcerias com distribuidoras certificadas. “A distribuidora dá assistência técnica, acompanha o cultivo e responsabiliza-se pela compra de 100% da colheita. O agricultor sabe para quem vender”, diz o sócio da Rio de Una Alimentos, em São José dos Pinhais (PR), Marco Giotto. O ex-produtor orgânico, Giotto fundou a Rio de Una, certificada pelo Instituto Biodinâmico (IBD), que hoje conta com 113 agricultores, responsáveis por 450 hectares. O volume de produção é de 400 toneladas de frutas e hortaliças por mês, sendo que cerca de 60% dessa produção abastece supermercados. “Além de lidarmos com um comprador exigente, a questão logística é outro desafio, já que entregamos de loja em loja, três vezes por semana”. No Brasil 90% do consumo é por meio do varejo, diz o produtor Fernando Ataliba, do Sítio Catavento, em Indaiatuba (SP). E sem o intermédio de uma distribuidora, o agricultor Joaquim Pires Bueno, de Tietê (SP), negocia diretamente com uma grande rede de supermercados toda a produção de lichia orgânica - 5 toneladas. “Antes vendia via atravessador, mas agora é muito melhor, pois recebo três vezes mais”, diz ele, que tem 5 hectares, é certificado pela Fundação Mokiti Okada e cultiva outros 15 itens, como cenoura, abobrinha, ervilha-torta, rabanete e quiabo. Ele investiu no sítio para se ajustar às exigências do comprador. “Tenho packing house e água de boa qualidade. O cultivo deve seguir uma cartilha de boas práticas de produção. A colheita de hortaliças, por exemplo, deve ser feita no horário certo para garantir a qualidade do produto até o consumidor”.
Estadão
21/5/2010
Lançado o Guia Flores&Plantas 2010
Já está circulando o guia com todos os produtores e distribuidores de flores e plantas, estabelecidos na Ceagesp. São mais de mil empresas que comercializam plantas ornamentais, flores (vaso e corte), vasos, embalagens, artigos para decoração e insumos. Os interessados poderão solicita-lo pelo telefone (11)27965199 ou pelo e-mail guiafp@circuitonet.com. O Guia possui 64 páginas no formato 14x20 cm e custa R$ 14,90, para o envio pelo correio é cobrado um adicional de R$ 2,10. O Guia Flores&Plantas 2010 é publicado pela Editora Enepress, especializada no segmento de frutas, legumes e verduras desde 1992.
Redação